Os diferentes vírus

Muitas pessoas confundem os sinais de gripes e resfriados. É necessário compreender o quadro correto para a orientação mais adequada no tratamento

Apesar dos sintomas serem bastante parecidos, as gripes e os resfriados não são a mesma coisa. Com a maior incidência da doença nos meses mais frios do ano, faz-se necessário o conhecimento das patologias para a orientação correta em cada caso. 

O resfriado apresenta sintomas mais brandos, como pouca tosse ou dor no corpo de forma leve. Entre os principais sinais, estão coceira no nariz ou irritação na garganta, os quais são seguidos após algumas horas por espirros e secreções nasais. A congestão nasal também é comum, mas ao contrário da gripe, a maioria das pessoas não apresenta febre ou apenas febre baixa.

Já a gripe, causada pelo vírus Influenza, é marcada pelos sintomas semelhantes ao resfriado, mas eles aparecem de modo mais intenso, coriza, dor no corpo, tosse, febre alta, dor de garganta são bastante característicos. O paciente com gripe fica bastante afetado.

DEZ MANEIRAS DE EVITAR GRIPES E RESFRIADOS

Orientação aos clientes da farmácias é fundamental.

1. Lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, principalmente após o contato com pessoas infectadas, o manuseio de equipamentos compartilhados e o uso de transporte público.

2. Carregar álcool gel para, quando necessário ou na falta de água e sabão, higienizar as mãos.papel

3. Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com lenço de papel descartável. Se usar as mãos, higienizar logo após o espirro.

4. Evitar ambientes fechados e sem ventilação, pois eles favorecem a circulação e a multiplicação dos diversos tipos de vírus respiratórios. 

5. Não compartilhar objetos pessoais ou trocar abraços e beijos com pessoas que estejam com sintomas de gripe ou resfriado.

6. Sempre que estiver em locais públicos, evitar encostar as mãos na boca, nos olhos ou no nariz após contato com maçanetas, corrimãos ou qualquer apoio de transportes públicos.garrafa agua

7. Beber bastante água, manter a alimentação saudável, praticar atividade física regularmente e dormir bem são hábitos que fortalecem o sistema imunológico e ajudam a afastar o risco de gripes e resfriados.

8. No ambiente escolar, é fundamental incentivar as crianças a lavar as mãos constantemente, assim como higienizar diariamente com água e sabão os brinquedos e objetos compartilhados.

9. Evitar ficar por muito tempo em locais com aglomeração de pessoas, como shopping ou transporte público.

10. A vacina é uma das formas mais eficazes de prevenir a gripe. Ela deve ser aplicada, sobretudo em pacientes que se enquadram nos grupos de risco, como idosos e crianças.injecao

Fonte: Ministério da Saúde (MS)

Em relação à incidência, nos casos de gripe, são notificados os de síndrome respiratória aguda grave. No Brasil, em 2016, foram notificados 54.224 casos, sendo 27,5% positivos para influenza e, destes, 87% foram do vírus H1N1. Entre esses casos, houve 7.171 mortes. 

Já os resfriados não costumam ter notificações, então não há estatísticas para a quantidade de casos. Admite-se que toda a população apresenta de um a três episódios de resfriado por ano. Os resfriados não são graves, mas têm impacto no absenteísmo dos trabalhadores e estudantes.

A gripe e o resfriado podem acometer pessoas de quaisquer idades, mas o público infantil tende a ser mais suscetível. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe comum ocorre mundialmente, acometendo entre 5% e 10% da população adulta e entre 20% e 30% das crianças. 

Os novos vírus

As mutações que o vírus da gripe sofre faz com que os casos se tornem mais graves, já que a maioria das pessoas ainda não tem imunidade ao novo agressor. Isso ocorre em intervalo variável de cinco a 15 anos. Na chegada do vírus H1N1, ocorreu esse fenômeno.

A otorrinolaringologista do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), Dra. Maura Neves, recorda uma pandemia ocorrida em 2009, quando um novo sorotipo combinava genes da gripe humana, aviária e suína, denominada H1N1 ou gripe suína. 

Segundo ela, em 2017, aproximadamente 70% das infecções foram causadas pelo vírus Influenza e cerca de 30% por outros vírus respiratórios, como Adenovírus, Parainfluenza e vírus Sincicial Respiratório (uma das principais causas de infecções das vias respiratórias e pulmões em recém-nascidos e crianças pequenas, podendo causar bronquilite). 

“Entre os casos de influenza, 62,5% foram tipo A subtipo H1N1, 30% foram Influenza B, 5,5% foram Influenza A não substipado e 1,7% foram de Influenza A H3N7. Até o momento, a principal notificação de 2017 foi de vírus Sincicial Respiratório e Influenza A H3N7”, diz ela. 

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), como os medicamentos não são capazes de curar as duas doenças respiratórias, o paciente deve recorrer a analgésicos e antitérmicos. Além disso, deve repousar, beber bastante água, sucos naturais e chá. O mais indicado é iniciar o tratamento nas primeiras 48 horas de sintomas. 

 

Foto: ShutterStock

 

Pesquisas farmacêuticas

Edição 295 - 2017-06-01 Pesquisas farmacêuticas

Essa matéria faz parte da Edição 295 da Revista Guia da Farmácia.

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