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Pharlab: farmacêutica mineira com DNA francês

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A farmacêutica mineira Pharlab se constitui como uma herança da Biogaran – empresa francesa de genéricos, número 1 na preferência daquele país.

Presente em mais de 90 mil farmácias nacionais, entre os carros-chefes da companhia na área de genéricos estão medicamentos como o antidiabético gliclazida e o antibiótico azitromicina.

Em entrevista exclusiva à revista Guia da Farmácia, o presidente da Pharlab, Eduardo Martins, conta todos os desafios enfrentados pela empresa frente à pandemia; os legados deixados pela Covid-19; bem como os principais investimentos entre 2020 e 2021.

“Criamos um comitê de crise para acompanhar e atualizar diariamente as informações. A maioria de nossos colaboradores administrativos está em home office e a equipe comercial está atendendo remotamente”, conta o executivo.

Acompanhe, a seguir, os principais momentos deste bate-papo.

Guia da Farmácia • Quais são os grandes carros-chefes da Pharlab no Brasil?

Eduardo Martins • Nosso foco são os medicamentos genéricos que representam em torno de 60% da demanda (IQVIA). O antidiabético gliclazida e o antibiótico azitromicina estão entre as moléculas mais importantes da linha. Entre as marcas, Escopen Composto, Nebactrina e Fenaflex ODC são as isentas de prescrição mais relevantes.

Guia • Hoje, a Pharlab está presente em quais países?

Martins • A Pharlab está presente em todo o Brasil e sendo controlada pela Biogaran, empresa do Grupo Servier. Estamos também iniciando exportações para outros países na América do Sul, África e Europa por intermédio da Biogaran.

Guia • Qual a capacidade produtiva do parque fabril da empresa?

Martins • O parque fabril e logístico está localizado no centro-oeste mineiro, na cidade de Lagoa da Prata, onde hoje empregamos mais de 500 funcionários. Estamos passando por ampliações e, até o fim de outubro de 2020, teremos a capacidade de produção duplicada, suportando nosso crescimento de mercado e gerando mais empregos para a região.

A central logística foi inaugurada em janeiro e concentra as operações de armazenagem e expedição de produto acabado. Ao todo, temos aproximadamente 22 mil m² de área construída para uma produção de 2,5 bilhões de doses/ano. Outra parte da produção é terceirizada e também envolve importação de produtos acabados.

Guia • Diante da Covid-19, a produção da fábrica foi prejudicada ou alterada? Quais foram as principais medidas tomadas para garantir o abastecimento do mercado?

Martins • A dinâmica industrial mudou muito nos últimos meses. A cada dia, enfrentamos diferentes desafios, como compra de materiais indiretos, remanejamento de pessoal devido afastamentos e home office.
Mesmo assim, com o comprometimento dos colaboradores, conseguimos manter os níveis de produção e, inclusive, atingir recordes, o que nos faz acreditar cada vez mais no espírito de engajamento e superação do nosso time.

Não faltou insumo para abastecer nossa demanda, o que estamos vendo é uma demanda excessiva de alguns itens ligados à Covid-19.

Entre as medidas tomadas, criamos um comitê de crise para acompanhar e atualizar diariamente as informações. A maioria de nossos colaboradores administrativos está em home office e a equipe comercial está atendendo remotamente. Além disso, criamos rodízios de horários no refeitório e regras de distanciamento, afastamos o grupo de risco e distribuímos máscaras para nossos colaboradores e parceiros.

Guia • Quanto a Pharlab cresceu no último ano? Quais foram os principais motores para este crescimento?

Martins • Crescemos 17,3% no acumulado dos últimos 12 meses e este ritmo acima do mercado farmacêutico tem sido impulsionado pelos lançamentos. Temos em torno de 30 novos produtos chegando às farmácias (Fonte: IQVIA MAT 2020 – R$ PPP).

Guia • Com a pandemia, que deve trazer uma contenção de recursos por parte do consumidor, o senhor acredita que os genéricos devam ter uma guinada e ganhar ainda mais importância na adesão ao tratamento?

Martins • Os medicamentos genéricos têm crescido na confiança dos brasileiros graças a todos os avanços da indústria farmacêutica e da agência reguladora, com rígido controle da qualidade e produtos a preços acessíveis.

Acreditamos que esta preferência continuará a aumentar, como acontece na maioria dos países desenvolvidos, para o bem da população e ampliação do acesso a medicamentos em nosso País.

Guia • Como o adiamento no reajuste dos preços de medicamentos prejudicou a indústria farmacêutica nacional?

Martins • Temos feito todo o esforço possível para manter a produção, logística e distribuição dos produtos Pharlab neste momento de pandemia e esperamos encerrar o ano com crescimento em relação ao ano anterior. Medicamentos não podem faltar e estamos diariamente fazendo nossa parte.

Com a alta alarmante do dólar e os custos das matérias-primas acompanhando este salto, o adiamento do aumento foi um fator adicional de desafio para manter a empresa equilibrada e sem prejudicar a produção. Felizmente, esta situação já foi superada com as decisões das autoridades a tempo.

Guia • São muitas as empresas que têm visto a Covid-19 como um grande aprendizado. Quais são os legados que essa pandemia deixa para a Pharlab?

Martins • A maior lição é que a alma humana tem em si uma energia infinita, que quando canalizada apropriadamente, pode enfrentar as situações mais diversas e vencer.

Vivemos isso cada dia nesta pandemia, seja com o engajamento de cada colaborador na produção e na logística em Lagoa da Prata – nos mais de 100 outros colaboradores que estão trabalhando de suas casas, conectados diariamente por meio dos meios eletrônicos, para manter tudo funcionando, contatando clientes diariamente, atendendo e superando esta crise juntos, seja nos programas e doações – realizados desde o início da pandemia, para minimizar o sofrimento humano onde possível.

Guia • A pandemia também culminou no reforço da questão digital. Para cuidar da saúde, por exemplo, vê-se o crescimento de medicamentos vendidos via e-commerce, prescrição eletrônica e telemedicina. Como a Pharlab enxerga esse movimento? Será uma tendência?

Martins • Mais do que tendência, já é realidade e deverá se fortalecer muito. O mundo não tem como voltar atrás na conectividade.

Guia • Hoje, a Pharlab está presente em quantos por cento das farmácias e drogarias brasileiras? Como é a parceria da empresa com esses canais?

Martins • A cobertura da Pharlab abrange mais de 90% das farmácias do Brasil. Estamos presentes em todo o território brasileiro, acompanhando a dinâmica própria de cada região.

Com o canal farma, visamos uma parceria de longo prazo, com relação de ganha-ganha, com foco em agregar valor ao negócio do cliente. Além disso, sempre que possível, temos participado em todas as associações e iniciativas que visam fortalecer o varejo farmacêutico.

Guia • Quais são os últimos e os próximos investimentos da Pharlab no País? Onde eles estão concentrados?

Martins • Nossas apostas estão concentradas no Centro de Pesquisa & Desenvolvimento, inaugurado em janeiro de 2019; no novo Centro de Armazenamento e Distribuição (CAD), inaugurado em janeiro deste ano; e na nova planta fabril, prevista para janeiro de 2021.

Guia • A Pharlab ainda atua como patrocinadora do StockCar? Como esse patrocínio se deu e qual a importância que a empresa vê em apoiar os esportes?

Martins • Sim. Várias indústrias farmacêuticas estão presentes na StockCar, pois o esporte funciona como uma plataforma para ações de marketing, relacionamento com parceiros e negócios. Além disso, todas as provas têm cobertura televisiva completa com excelente retorno de mídia.

A Pharlab tem, ainda, outras importantes iniciativas ligadas ao esporte, como a realização do Circuito Pharlab Bem Estar, em parceria com a prefeitura de Lagoa da Prata, que já caminha para sua 4ª edição e envolve corrida, caminhada e ciclismo. E o Sense Extreme Days, um dos maiores eventos esportivos de Minas Gerais, em que a Pharlab patrocina duas modalidades.


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