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Repelentes em alta no verão

Até março, a demanda de repelentes é crescente em farmácias e drogarias. A fim de se proteger de picadas e suas respectivas doenças, os consumidores buscam pelo produto, mas ainda têm dúvidas sobre como escolher a melhor opção

O verão é a estação preferida dos mosquitos; a época perfeita para sua proliferação. Além de ser um incômodo para aqueles que têm alergia à sua picada, eles também são agentes transmissores de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Não é uma coincidência que a venda de repelentes também esteja em alta nesta época do ano. Com crescimento a partir de outubro, as pessoas acabam indo às farmácias atrás do item que pode proteger suas famílias. Mas a compra ainda causa muitas dúvidas.

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De acordo com a SC Johnson, historicamente a demanda por repelentes aumenta nos meses próximos e durante o verão, quando os consumidores buscam se proteger contra os mosquitos. Como o clima quente é mais favorável à incidência de insetos, os repelentes tornam-se uma aquisição prioritária para os consumidores. Além disso, com o aumento do número de casos de doenças transmitidas por mosquitos, houve um crescimento na demanda nos últimos anos e ela é significativa.

As vendas durante os períodos mais quentes, que variam entre outubro e março, representam, em média, 65% do total anual. “A prevenção deve ser realizada em todos os períodos do ano. Porém, no verão, por conta da temporada de chuvas e aumento dos focos de mosquitos, os cuidados devem ser redobrados. A combinação de chuva e calor propicia um ambiente para que o Aedes aegypti se prolifere rapidamente, aumentando o índice de arboviroses. O uso de repelentes cria uma camada protetora na pele, reduzindo significativamente a chance de uma picada”, explica o diretor da Categoria de Repelentes da RB, Loic Lelann.

A preocupação não somente com as picadas de mosquito, mas com a prevenção de doenças, faz com que seja de extrema importância que as farmácias vendam somente produtos que estejam de acordo com as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As principais dúvidas do consumidor

Quanto tempo dura a ação do repelente?

Depende do tipo de produto e sua concentração.
Existem repelentes que duram somente cinco horas e outros que podem chegar a até 12 horas.

Repelente protege contra todo tipo de inseto?

Os produtos têm ação contra os principais insetos voadores transmissores de doenças, como o Aedes aegypti. Não protegem, por exemplo, contra abelhas, vespas e formigas.

Como deve ser feita a aplicação e a reaplicação do repelente?

Os repelentes pessoais devem ser usados somente em pele exposta e nunca por baixo de roupas. Também é importante conferir o rótulo antes de aplicar o produto em tecidos sintéticos, como viscose, elastano e outros.

Além disso, ao usar um repelente, os consumidores devem evitar o contato com os olhos, a boca e as orelhas e nunca passar o produto por cima de cortes, feridas ou irritações na pele. Para usar o repelente no rosto, é preciso colocá-lo nas mãos e, então, aplicar o produto no rosto e pescoço.
É também muito importante não deixar que crianças manuseiem os repelentes – os responsáveis devem colocar o produto em suas mãos antes de aplicá-lo nas crianças –, bem como não usar repelente em excesso, pois isso não oferece uma proteção mais duradoura ou melhor.

De modo geral, é necessário sempre lembrar que cada repelente tem instruções específicas de aplicação, sendo essencial a leitura dos respectivos rótulos antes da aplicação. Por fim, depois de aplicar o produto, os consumidores devem lavar as mãos com água e sabão.

O que é DEET e Icaridina?

DEET (N,N-dimetil-meta-toluamida) e Icaridina (hidroxietil isobutil-piperidina carboxilato) são duas substâncias usadas nas fórmulas dos repelentes, e ambos os princípios ativos são eficazes na proteção contra os mosquitos. Quando usados com a mesma concentração, eles têm aproximadamente a mesma eficácia, ou seja, um produto com duas horas de proteção com DEET e outro com duas horas de proteção com Icaridina muito provavelmente terão a mesma eficácia por duas horas. Por outro lado, um repelente com maior concentração de um princípio ativo, seja Icaridina ou DEET, surtirá efeito por mais tempo.

Fontes: diretor da Categoria de Repelentes da RB, Loic Lelann; e SC Johnson

Para Lelann, esse controle é extremamente importante tanto para quem fabrica, normatizando padrões de qualidade e segurança para o setor, quanto para os consumidores, que têm a garantia de contar com produtos eficientes. Os produtos que atendem à legislação da Anvisa têm em seu rótulo o número do processo do produto regularizado pela Agência.

O segundo passo para apresentar os produtos corretos para o consumidor é oferecer repelentes com diversas formulações. Estão disponíveis produtos à base de Icaridina, DEET e IR3535. Além disso, existem várias concentrações. Um repelente com 10% de Icaridina, por exemplo, oferece cinco horas de proteção e pode ser utilizado a partir dos seis meses de idade. Já um produto com concentração de 25% oferece proteção de até 12 horas e pode ser usado a partir de um ano de idade.

Por fim, segundo a SC Johnson, os formatos devem ser escolhidos de acordo com a preferência do consumidor. Alguns podem preferir a utilização de cremes, outros podem preferir os sprays ou os aerossóis, dependendo da aplicação mais rápida e conveniência de cada um. Acima de tudo, os consumidores devem consultar e seguir as instruções do rótulo.

Exposição correta

A compra do repelente depende também da organização do ponto de venda (PDV). A head of marketing & trade da ISDIN Brasil, Carolina Lapetina, explica que os produtos devem ser trabalhados em suas categorias e devem ter dupla exposição e materiais de PDV durante o verão, já que esta é a época de maior venda da categoria.

Os pontos extras devem ser principalmente em pontas de gôndola, checkout e cross-category. Dessa forma, o shopper tem mais chance de levar o produto, que nem sempre é um produto destino nas farmácias e nem sempre está na lista de compras.

Além disso, segundo Lelann, a presença dos atendentes é fundamental para aconselhar o consumidor a entender as diferenças entre os produtos e esclarecer possíveis dúvidas.

Grávidas e crianças

Estar protegido contra os mosquitos é importante para as gestantes e para os pequenos, que podem sofrer mais com as doenças ou se incomodar com os insetos. Mas nem todos os repelentes são apropriados para isso.
Os repelentes que possuem DEET e Icaridina são recomendados, mas depende da concentração, que deve ser muito pequena para bebês a partir de seis meses de idade e um pouco maior para as crianças acima de dois anos, por exemplo.

Fonte: diretor da categoria de repelentes da RB, Loic Lelann

Foto: Shutterstock

Expectativas para 2019

Edição 314 - 2019-01-09 Expectativas para 2019

Essa matéria faz parte da Edição 314 da Revista Guia da Farmácia.

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