
Muito se fala sobre esta época de Covid e do que deve ser objeto de nosso trabalho na transição do isolamento social para a reabertura. Sabemos que, num primeiro momento, as empresas cuidaram das pessoas em sentido emergencial, preparando-as para o home office ou para como agir presencialmente nos serviços essenciais, como o nosso, nas farmácias.
A situação de isolamento, conjugada com a crescente consciência social de boa parte das pessoas, trouxe à tona maior humanismo e solidariedade. Multiplicam-se iniciativas solidárias de ajuda a grupos de risco; de distribuição de medicamentos, máscaras ou alimentos; de auxílio aos sem abrigo ou comunidades carentes.
Baseada nesse contexto, conversei com alguns profissionais do mercado e listei algumas recomendações interessantes, para as empresas do nosso ramo:
- Cuidar da saúde mental das pessoas, já que todos estão profissional e pessoalmente ansiosos, pois não sabem o que há por vir.
- Estabelecer comitês de gestão de crise, mantendo contato com diversas áreas da empresa, cuidando da saúde física e mental.
- Trabalhar gestão e readequação de custos de toda a cadeia produtiva, tratando as pessoas com verdade e lealdade.
- Definir perfil e competências voltadas à tecnologia e aos trabalhos a distância, reeducando os profissionais da empresa em prol de maior produtividade.
- Ser ágil no planejamento e ações tendo foco em inovação. O ideal é inimigo do bom. Se errar, conserte e siga em frente.
- Aprender a tomar decisões rápidas, falando francamente e mudando na mesma velocidade.
- Liderar significa assumir o papel de protagonista na implementação de projetos, fortalecendo valores, cultura e visão empresarial.
- Compreender que profissionais aspiram estar mais perto da família. A realidade atual levou as pessoas a valorizar ou priorizar estar próximo à família.
- Entender que o e-commerce pode ganhar mais espaço e as empresas precisam ter o seu estruturado, com foco no cliente, gerando oportunidades para as lojas e equipes de vendas.
- Criar processos definidos de trabalho a distância, usando a tecnologia. Admitir o papel de que mídias sociais são espaços para a criação ou compartilhamento de conteúdo e de marcas. Observar que em todas as plataformas digitais se pode comprar, vender produtos e serviços; consumir conteúdo; e se relacionar com o que se quer. Por isso, as duas podem ser usadas oportunamente.
- Estudar a possibilidade do poder da cocriação. Algo inimaginável aconteceu: concorrentes se juntaram para achar soluções, como máscaras, álcool gel para combater a Covid, preocupando-se em ajudar o mundo do que maximizar lucros; grandes corporações destinando recursos (técnicos ou financeiros) para apoiar as iniciativas de combate à pandemia. O que pode ser trabalhado nesse sentido?
- Traçar cenários possíveis partindo da situação atual, para a retomada e o futuro.
Enfim, um dos legados no momento é a maior preocupação com o outro dando sentido à expressão: “o futuro do ser humano é ser humano”. O papel de cada um de nós e sua obrigação só aumentam daqui para a frente, na busca de um mundo e de uma empresa cada vez melhor.