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Medicamento de artrite combinado com remdesivir reduz mortes por Covid-19

Medicamento da farmacêutica Eli Lilly apresentou bons resultados quando combinado ao remdesivir contra o Covid-19. Trata-se do Baricitinib, da Gilead Sciences

A farmacêutica americana Eli Lilly está fazendo testes de sua medicação remdesivir contra artrite reumatóide em casos de Covid-19.

Segundo resultados divulgados no dia 8 de outubro, o Baricitinib, combinado com o remdesivir, da Gilead Sciences, foi capaz de reduzir as mortes por covid-19 em até 35%.
Os resultados, publicados no site oficial da farmacêutica, apresentam números animadores.

O teste, chamado de ACTT-2, demonstrou que os voluntários tratados com a combinação das medicações tiveram o tempo de internação diminuído de oito para sete dias.

E também tiveram uma melhora de 12,5% nos quadros.

Segundo a empresa, no 15º dia de internação, as chances de um paciente ter uma melhora no quadro era 30% maior do que quando era tratado somente com o remdesivir.

Ao contrário da medicação da Gilead Sciences, que tem melhores resultados no início da doença quando administrada sozinha, a combinação Baricitinib apresentou ainda mais benefícios em pacientes que necessitam de oxigênio suplementar e ventilação não invasiva.

Dessa forma, os medicamentos, quando combinados, reduziram a mortalidade de quadros graves de 60% a 43% no 29º dia da doença. 

A Eli Lilly afirmou no documento que uma versão revisada por pares do estudo deve ser publicada em breve, bem como a análise completa dos resultados.

A Eli Lilly na corrida contra a Covid-19

A farmacêutica  também entrou com um pedido ao Food and Drug Administration (FDA), análogo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que seu tratamento de anticorpos seja, assim, aprovado de forma emergencial após testes mostrarem benefícios do coquetel.

O tratamento com base no anticorpo monoclonal combina de forma sintética uma das armas mais poderosas do sistema imunológico.

Os testes e tratamentos de remdesivir

Para os testes dessa opção, a Eli Lilly recrutou cerca de 268 pessoas que estavam infectadas com a Covid-19, mas não haviam sido internadas.

Segundo a empresa, foi observado que o uso desse tratamento reduziu a carga viral em amostras nasais dos pacientes depois de 11 dias.

Cerca de 112 dos voluntários receberam 2,8 gramas de cada um dos dois anticorpos utilizados no coquetel.

Outros 156 receberam um tratamento de placebo.

Outro tratamento, com base em apenas um anticorpo, pode ter até 1 milhão de doses fabricadas até o quarto trimestre deste ano.

Enquanto o coquetel deve ter cerca de 50.000 unidades produzidas no mesmo período, no caso de aprovação emergencial.

Mais pesquisas devem ser feitas para entender melhor a funcionalidade dos tratamentos.

Quais são as fases necessárias para comprovar a eficácia de um tratamento?

Então, para uma vacina ou medicação ser aprovada e distribuída, ela precisa passar por três fases de testes.

A fase 1 é a inicial, quando as empresas tentam, todavia, comprovar a segurança de seus medicamentos em seres humanos.

A segunda é a fase que tenta estabelecer que a vacina ou o remédio produz, sim, imunidade contra um vírus.

Já a fase 3 é a última fase do estudo e tenta demonstrar a eficácia da droga.

Uma vacina é finalmente disponibilizada para a população quando, emfim, essa fase é finalizada e a proteção recebe um registro sanitário.

Por fim, na fase 4, a vacina ou o remédio é disponibilizado para a população.

Com isso, as medidas de proteção, como o uso de máscaras e o distanciamento social, ainda precisam ser mantidas.

A verdadeira comemoração sobre a criação de uma vacina deve ficar para o futuro, quando soubermos, enfim, que a imunidade protetora realmente é desenvolvida após a aplicação de uma vacina.

tNo entano, até o momento, nenhuma situação do tipo aconteceu.

Foto: Shutterstock

Fonte: Exame

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