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Mitos e verdades sobre o câncer de mama

Sociedade Brasileira de Mastologia aponta que cerca de 1 a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos. Veja os mitos e verdades

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pelo câncer de mama acontecem por ano. Verdades e mitos sobre a doença precisam ser esclarecidos.

Somente no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 66 mil novos casos em um ano.

A Sociedade Brasileira de Mastologia aponta que cerca de 1 a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade.

O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve quando um conjunto de células passa a se dividir descontroladamente. 

De acordo com o Mastologista da Clínica Mantelli, Dr. Fernando Pontes, a mama está em constante transformação, com o passar dos anos a gordura vai aumentando e o tecido mamário vai, dessa maneira, diminuindo.

E em algum momento durante esse processo pode ocorrer um erro na divisão celular e iniciar o processo da doença.

Então, para esclarecer as principais dúvidas sobre essa doença o, mastologista da Clínica Mantelli, Dr. Fernando Pontes, respondeu alguns mitos e verdades sobre Câncer de Mama:

1. Fumar aumentam as chances de uma mulher desenvolver Câncer de Mama? 

Verdade. Pacientes que fazem uso de mais do que um maço de cigarro por dia há pelo menos dez anos tem um risco 60% maior de desenvolver a doença em comparação com aquelas quem fumam menos ou que não são fumantes.

2. Não possuir histórico de câncer de mama na minha família, elimina a  chance de ter a  doença?

Mito. Infelizmente não é assim, pois o câncer de mama é multifatorial, somente uma pequena porcentagem dos casos está relacionada à predisposição familiar. A maioria é esporádica e o risco aumenta com o envelhecimento, obesidade, sedentarismo, má alimentação e consumo de álcool.

3. Amamentar reduz o risco de câncer de mama?

Verdade. Todos sabemos que o ideal é amamentar durante pelo menos os 6 primeiros meses de vida do bebê. Além dos já conhecidos benefícios do leite materno para o recém-nascido, o aleitamento propicia o desenvolvimento total da mama, o que diminui, portanto, o risco de mutações.

4. O líquido parecido com leite saindo do mamilo pode ser câncer?

Mito. Mulheres que não estão amamentando podem ter um líquido parecido com leite saindo do mamilo, mas isso não é sinal de câncer de mama.

A situação é conhecida como galactorreia, saída de leite pelo mamilo fora da época da amamentação e pode ser um sinal de desregulação hormonal, mas não está relacionada ao aumento do risco de câncer de mama.

Esse tipo de preocupação deve existir quando acontece saída de sangue ou um líquido translúcido por um dos mamilos. Nesse caso, a avaliação e investigação são necessárias.

Obesidade, excesso de açúcar e produtos químicos têm relação com o câncer de mama?

5. Mulheres obesas têm maior risco de desenvolver o câncer de mama?

Verdade. Sim. Principalmente aquelas que estão na pós-menopausa. Além de mulheres obesas apresentarem piores chances de cura quando comparadas as com peso adequado.

6. O câncer de mama só aparece como um “caroço” no seio?

Mito. Existem outras formas que esse mal pode se manifestar: como o nódulo, popularmente conhecido como caroço, como uma secreção papilar sanguinolenta ou transparente, ou até mesmo não apresentar sintoma algum (nas fases iniciais).

Por isso a importância de se fazer um rastreamento adequado com mamografia anual após os 40 anos e o auto exame mensalmente. Agende sua consulta de rotina e faça sempre os exames preventivos.

7. O açúcar aumenta o risco de câncer de mama?

Verdade. As quantidades elevadas de açúcar na alimentação podem aumentar o risco de câncer de mama. A glicose é necessária para o nosso organismo, mas em excesso pode também aumentar o risco de outras doenças crônicas.

Controle o consumo do açúcar e mantenha uma dieta balanceada, rica em alimentos naturais, os grãos integrais e muita água.

8. Desodorante pode causar câncer de mama?

Mito. Não há nenhuma evidência científica que comprove que desodorantes causem câncer de mama.

9. O consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama?

Verdade. Consumir bebidas alcoólicas em excesso pode aumentar significativamente o aparecimento do câncer de mama, entre a pré e pós-menopausa em 5% e 9%, respectivamente.

Estudos foram comprovados que o álcool afeta o risco de câncer de mama por meio da alteração dos níveis hormonais e das vias biológicas associadas, ou seja, por meio dos carcinógenos gerados durante o metabolismo do etanol.

10. Estresse pode contribuir para o desenvolvimento do câncer de mama?

Mito. Atualmente, não há evidências de que o estresse seja uma causa direta para surgimento do câncer, porém estudos apontam que este fator pode apresentar ligação com a doença, já que impacta o funcionamento adequado do sistema imunológico, responsável por combater as células cancerosas.

Algumas pessoas, sob situações de estresse, podem ter respostas comportamentais negativas para a saúde, como aumento no consumo de álcool e tabaco, piores hábitos alimentares, e falta de exercício e sono, todos associados a aumento do risco de câncer.

Certamente, diminuir as situações de estresse ou aprender a lidar com elas colabora muito com a nossa qualidade de vida, e deve ser um objetivo a ser seguido independente da questão do câncer.

A juventude e o uso de sutiã

1. Menstruar muito jovem e entrar na menopausa tarde aumentam o risco de ter câncer de mama?

Verdade. O risco pode aumentar, pois mulheres que menstruam por mais tempo ao longo da vida, ficam mais expostas aos hormônios progesterona e estrogênio.

O estrogênio estimula as células da glândula mamária a se reproduzirem e, assim, esses hormônios em excesso, podem sim aumentar as chances de desenvolver câncer de mama. Portanto, quanto mais tempo de menstruações, maior é o risco.

2. Sutiã causa câncer de mama?

Mito! Até o momento não existe nenhum estudo científico que comprove esta relação. O câncer de mama na maioria dos casos, é, então, provocado por mutações genéticas que ocorrem de maneira aleatória e esporádica (85% – 90% dos casos) ou herdadas (10%-15% dos casos).

Primeira menstruação precoce, ausência de amamentação, primeira gravidez e menopausa tardias, alimentação inadequada, tabagismo, alcoolismo, obesidade, sedentarismo, são, portanto, alguns fatores que aumentam as chances de desenvolvimento da doença.

Procure utilizar um sutiã de tamanho confortável que não comprima as mamas e os vasos linfáticos, obstruindo a circulação. Além disso, visite seu mastologista anualmente.

Produtos naturais e a tecnologia

1. O gengibre é um aliado no tratamento do Câncer?

Verdade. O gengibre é sim um aliado no tratamento quimioterápico de pacientes com câncer, pois pode ajudar a controlar sintomas como náuseas.

O ideal é, portanto,  que seja consumido in natura e não como suplemento ou cápsulas.

2. Ficar sempre perto de antenas, celulares e torres de energia aumentam o risco de desenvolver Câncer?

Mito. Não há nenhuma comprovação científica de que radiação de celulares, eletromagnéticas, micro-ondas e aviões possam causar tumores.

No entanto, até o momento, os estudos feitos para determinar a relação desses tipos de radiação com o aparecimento de câncer não mostraram nenhuma evidência de que isso ocorra.

Mas, o assunto permanece “em aberto” e mais pesquisas são necessárias para se chegar a uma conclusão.

Por fim, é importante ressaltar que a radioatividade em altas concentrações pode representar riscos para desenvolver um câncer.

Foto: Shutterstock

Fonte: Clínica Mantelli

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