Novartis apresenta proposta de novo tratamento para enxaqueca

A enxaqueca, doença neurológica que atinge cerca de 30 milhões de brasileiros, é a terceira mais prevalente e a sexta mais incapacitante do mundo, segundo a OMS

Muito mais que uma dor de cabeça, a enxaqueca é uma doença crônica neurológica que pode ser incapacitante durante os períodos de crise. Aproximadamente uma a cada sete pessoas sofrem com a doença mundialmente, sendo 30 milhões só no Brasil. A enxaqueca é a terceira doença crônica não transmissível (DCNT) mais prevalente do mundo e a sexta mais incapacitante. Com isso, garantir o acesso a terapias avançadas desenvolvidas especificamente para a profilaxia da doença é essencial para promover a qualidade de vida de pacientes que usam tanto o sistema de saúde suplementar quanto dos que são atendidos pela rede pública (SUS).

A enxaqueca é um tipo de cefaleia com prevalência maior entre mulheres em idade produtiva. A doença costuma aparecer em ciclos que podem durar de 4 até 72 horas de dor. Além da dor de cabeça severa e de característica pulsante, o paciente pode apresentar náusea, vômito e sensibilidade à luz, som e odores. Ele também pode sentir dificuldades, e até mesmo ficar incapacitado, para desenvolver atividades cotidianas durante as crises.

Apesar de não ter uma causa conhecida, sabe-se que os níveis do peptídeo relacionado ao gene de calcitonina (CGRP) aumentam durante as crises e se normalizam quando elas acabam. Com isso, a chegada de medicamentos capazes de agir diretamente nos receptores do CGRP e bloquear o ciclo da doença é um avanço no tratamento profilático da enxaqueca.

Novo tratamento para enxaqueca

Vários estudos globais já demonstraram a eficácia e segurança do medicamento biológico composto de um anticorpo monoclonal na prevenção da enxaqueca.

A diminuição dos sintomas da enxaqueca traz benefícios para os pacientes e para seu entorno. No ambiente de trabalho, por exemplo, foi observado um grande número de casos de presenteísmo; quando a pessoa está presente, mas não é produtiva devido à alguma enfermidade; e o absenteísmo, que é a ausência, muitas vezes repetida, devido a intensidade e duração dos sintomas da doença. O impacto socioeconômico da doença é expressivo. Estima-se que os custos anuais diretos e indiretos cheguem a € 27 bilhões na Europa e US$ 20 bilhões nos Estados Unidos.

No Brasil, os pacientes com enxaqueca agora contam com a chegada de novas terapias para ajudar no controle das crises. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro medicamento biológico específico para o tratamento da doença em março de 2019. Agora, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulamentação dos planos de saúde no Brasil, discutirá a incorporação desse medicamento no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que será atualizado em 2021.

Uma das etapas do processo de atualização são as Reuniões Técnicas de Análise das Propostas de Atualização do Rol, em que a Câmara de Saúde Suplementar assiste a apresentações e argumentos favoráveis ou não à incorporação de novas tecnologias na cobertura obrigatória dos planos de saúde, a reunião que tratará deste tema será em 7 de maio, quinta-feira.

 

Foto: Shutterstock

Fonte: Novartis

 

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