Novartis e RD simulam primeira entrega de medicamentos por drones

O objetivo das entregas por drone é reimaginar a logística de medicamentos com ampliação e maior agilidade em seu acesso

Com o objetivo de ampliar e agilizar o acesso a medicamentos e contribuir para reimaginar a logística na indústria farmacêutica, a Novartis, em parceria com a RD – RaiaDrogasil, realizou teste de entrega de fármacos utilizando drones.

“O uso de drones para entregas de medicamentos inaugura uma nova era para a logística de fármacos, uma vez que possibilita a ampliação do acesso em áreas remotas e mais agilidade no fornecimento, com possível redução de impacto ambiental e do tempo de entrega”, explica o Head de Supply Chain da Novartis – Brasil, Jorge Ryzwaniuk.

O modelo de drone selecionado pelas duas companhias foi DJI Matrice 200 e o local escolhido foi a cidade de Embu das Artes (SP), onde ficam os centros de distribuição de medicamentos da Novartis e da RD – RaiaDrogasil. Após autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), o voo ocorreu em área de mata, sem residentes, conforme a legislação atual.

Benefícios a população

“Nove milhões é o número aproximado de pacientes atualmente atendidos pela Novartis. Sabemos que o uso de drones para a entrega de medicamentos ainda não está regulado na legislação brasileira. Porém, entendemos que é uma inovação necessária e que poderá beneficiar milhares de moradores de áreas remotas do País”, complementa Ryzwaniuk.

Após análise das condições climáticas, o drone percorreu uma distância de quase 2 km, a uma velocidade de 30 km/h em quase cinco minutos, tendo seu trajeto monitorado em tempo real, com alterações de rotas ou cancelamento da operação sendo possíveis de serem realizadas a qualquer momento, assegurando assim a segurança do teste.

“A RD é uma empresa conectada com as mudanças que vem ocorrendo no setor farmacêutico. Ao lado da Novartis, pensamos sempre em tudo o que pode melhorar a vida do consumidor e suas experiências de compra. Assim, nosso foco é colocar os clientes no centro do negócio. Por isso, vemos muita sinergia com este projeto”, afirma o diretor de logística da RD, Erivelton Marcos de Oliveira.

O teste, apesar de bem-sucedido, é ainda o primeiro passo nessa trajetória. Um grupo de trabalho formado por profissionais da área jurídica e de supply da Novartis e por demais profissionais de empresas parceiras tem a missão de avaliar e propor possíveis ações que assegurem a viabilidade deste tipo de iniciativa em larga escala. Desse modo, o teste realizado comprova a possibilidade e provoca os players e a sociedade brasileira a ter um debate mais profundo sobre as oportunidades e os desafios das entregas com veículos não-tripulados, os chamados drones.

Regras para uso de drone no Brasil

A regulamentação do espaço aéreo apresenta normas e restrições para o uso de aeronaves remotamente pilotadas (RPA). É proibido pilotar drones sobre pessoas, exceto quando elas autorizam. No caso de não ter a autorização, o drone deve manter uma distância de 30 metros das pessoas. Quando as RPAs forem voar acima dos 121 metros, os pilotos precisarão ter licença e habilitação, bem como serem maiores de idade. As autorizações para pilotar drones são emitidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Foto: Shutterstock

Fonte: RD e Novartis

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