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Medicamentos de liberação prolongada. O que é importante saber?

Saber orientar o consumidor é fundamental

Muitas pessoas sentem incômodo estomacal ou sonolência ao tomar certos comprimidos, por isso, algumas indústrias farmacêuticas já estão estudando sobre medicamentos de liberação prolongada, também denominada fórmula de liberação por tempo. Trata-se de uma versão de medicamentos desenvolvida para transferir, de forma gradativa, o ingrediente ativo com dose única. De tempos em tempos, o fármaco vai sendo liberado e absorvido pela corrente sanguínea, funcionando assim com efeito terapêutico. Especialistas e estudantes de medicina, vêm escolhendo o tema para elaboração de pesquisas e já listam alguns benefícios comprovados.

Diferentemente dos medicamentos convencionais, como comprimidos, as doses são únicas ou dupla dependendo da gravidade da patologia. Assim, elimina-se a necessidade de ingerir o medicamento diversas vezes por dia ou interrupção do tratamento por esquecimento. Outras vantagens dos medicamentos de liberação prolongada é a menor variação no tempo de trânsito gastrointestinal. Similarmente, garante-se maior variabilidade no efeito terapêutico e menor incidência de efeitos colaterais por irritação do trato gastrointestinal. Igualmente, há redução de sonolência e de risco de superdosagem, além de mais conveniência para uso diurno ou noturno.

Apresentações dos medicamentos de liberação prolongada

Há muitas maneiras de produzir medicamentos com essas características. Pode ser por meio de microesferas revestidas por um polímero (filme), pelo inchaço do comprimido para formar um gel com uma superfície quase impenetrável e pela incorporação do fármaco em uma rede de substâncias as quais o corpo dissolve lentamente, de tal modo que o ingrediente ativo seja absorvido pela corrente sanguínea do paciente em níveis controlados ao longo do dia.

De acordo com o coordenador do trabalho de conclusão do curso sobre o tema, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), Humberto Ferraz, para as indústrias farmacêuticas interessadas em aderir a esse mercado, já há diversas tecnologias disponíveis no Brasil. Basta adquirir os equipamentos necessários, desenvolver formulações, treinar funcionários e obter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Foto: Shutterstock 

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