Os gaps do marketing digital farmacêutico

Apesar de a transformação digital ter sido acelerada diante da Covid-19, o marketing digital farmacêutico continua com baixo grau de desenvolvimento

A Stratcon e a SucceXX Minds realizaram, em maio último, um webinar, com o tema Competência Digital do Marketing Farma, que teve o apoio Contento Comunicação, do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), da Ipsos e do _webEvent.

O encontro contou com a participação de grandes especialistas da área. Entre eles: o presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini; o CEO da Ipsos, Marcos Callari; a CEO SucceXX Minds, Paula Campoy; o diretor da Biogen, Christiano Silva; o diretor de marketing da Destrave, Estevão Rizzo; o diretor de Inovação em Marketing e Estratégia Digital CGiusti Consultoria, Carlos Giusti; o Diretor de Excelência Comercial, Ipsen Brasil e Latam, Abilio Nascimento; e o CEO Rx Pro, Martin Nelzow.

E a conclusão deste encontro é de que, apesar de a transformação digital ter sido acelerada diante da Covid-19, o marketing digital farmacêutico continua com baixo grau de desenvolvimento. Aliás, os especialistas convidados pelo encontro esboçaram a preocupação de que essa aceleração tem sofrido um retrocesso, por conta da resistência que um número crescente de médicos vem mostrando frente ao assédio de representantes que tem usado as visitas remotas para contatar esses profissionais.

O único ponto positivo de tudo isso é o aumento da consciência da importância do digital competente como elemento indispensável para um marketing eficaz.

Os executivos da área relataram que o domínio de ferramentas e processos do digital alavancam o marketing tradicional que se tornou, diante das novas demandas de mercado, deficiente sem esses recursos. Porém, entre o entendimento e a execução com maestria resta um longo caminho.

Em grande parte, o digital na marketing farmacêutico evoluiu pouco durante a pandemia porque tudo foi feito às pressas, sem o devido planejamento, treinamento, desenho de processos ou métricas.

Aliás, na ocasião, algumas tendências interessantes foram expostas. Entre elas, a ênfase de que é necessário aliar digital e presencial, conhecer as preferências e jornadas do médico e desenvolver grades de interação de acordo com esse conhecimento.

Outro alerta foi de que há morosidade da indústria farmacêutica em adotar o digital, que ganha cada vez mais espaço na jornada do médico e do paciente. A lentidão torna as empresas expostas a serem vítimas de inovação radical, já que o potencial de inovação no mercado de saúde é imenso.

Para ser competente em digital a empresa precisa empreender uma jornada de transformação digital, que começa pela mudança cultural, indo muito além da tecnologia. Nesse sentido, o engajamento da alta direção é essencial, já que se trata da mudança de um modelo de negócio.

Dessa forma, qualquer organização farma que quiser ser competitiva também precisa ter competência digital, além da presencial. E é preciso começar agora!

Fonte: Artigo do CEO da Stratcon, Andreas Strakos.

Foto: Stratcon

 

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