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Os riscos dos anti-inflamatórios para os rins dos idosos

Os anti-inflamatórios são baratos e podem ser comprados sem receita, mas inibem substâncias que protegem os rins dos idosos

Nas aulas de biologia, é fácil reconhecê-los: os rins vêm num par, num formato que lembra feijões. Zelam em silêncio pela nossa saúde, filtrando o sangue para eliminar substâncias nocivas ao organismo. Depois de passar por eles, o sangue segue, livre de toxinas, para as veias renais rumo ao coração e a urina leva as impurezas até a bexiga. É a “sujeira” eliminada que provoca o cheiro forte característico do xixi.

No entanto, essa eficiência discreta acaba fazendo com que as pessoas não se preocupem em monitorar a saúde do órgão. “A maioria sabe de cor suas taxas de colesterol e glicose, relacionadas ao risco de doença cardiovascular e diabetes, mas não presta atenção na creatinina, o principal marcador do rim”, alerta o nefrologista Dr. Eduardo Rocha. “Ela detecta o nível de ‘sujeira’ no sangue, indicando se ele está ou não está filtrando como deveria”, completa.

Quando funcionam bem, os rins descartam os resíduos e a creatinina é baixa. Na verdade, existe uma espécie de “repescagem” no órgão, como explica o médico: “os glomérulos filtram tudo, mas há muitas substâncias importantes que devem ser reaproveitadas, e aí entram em ação os túbulos, que reabsorvem boa parte delas”. Já nascemos com os cerca de um milhão de glomérulos, as unidades funcionais responsáveis por retirar as impurezas.

Riscos dos anti-inflamatórios para os rins dos idosos

Conforme envelhecemos, é natural que ocorra uma perda da sua capacidade, acrescenta: “se temos uma eficiência de 100% na juventude, a partir dos 40 ou 50 anos essa curva vai caindo. No entanto, isso não quer dizer que a pessoa tenha doença renal. A medição da creatinina, através de exame de sangue, aliada a informações como idade, sexo e etnia, é a forma mais simples de prevenção”.

E é com o passar dos anos que o risco dos anti-inflamatórios aumenta, afirma o nefrologista: “são medicamentos baratos, que não precisam de receita e os idosos os usam para controlar a dor. O problema é que diminuem o calibre dos vasos sanguíneos e inibem substâncias endógenas, as prostaglandinas, que protegem os rins. Utilizar um remédio desse tipo por mais de cinco dias aumenta o risco de isquemia renal”. Além disso, o paciente pode desenvolver um quadro alérgico, que provoca uma lesão nos túbulos semelhante à que ocorreria na pele, chamada nefrite intersticial.

Não se hidratar é prejudicial, mas o médico lembra que não há necessidade de beber água em excesso, porque isso não ajuda o trabalho do órgão. Em média, um ser humano consome de 1 litro a 1.5 litro por dia, o que equivaleria a algo entre seis e oito copos de água. “A doença é silenciosa, porque, mesmo quando os rins perdem a capacidade de filtrar, não há mudança significativa no volume de urina. Da mesma forma, as pessoas se enganam achando que a urina clara é sinal de que os rins funcionam bem, mas a filtragem pode estar comprometida e o descarte ser basicamente de água, enquanto as impurezas permanecem no organismo”, enfatiza o Dr. Rocha.

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Foto: Shutterstock

Fonte: G1

 

1 comentário

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    Solange França Britto em

    Arpadol é anti-inflamatório que faz mal para os rins? Ou é fitoterápico ?
    Meu médico receitou para tomar 2x dia por 60 dias.
    Pode causar problemas nos rins ?
    Tenho 70 anos

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