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Perspectivas para o varejo farmacêutico em 2020

Para as redes e as farmácias independentes as principais oportunidades de crescimento estão na otimização dos resultados melhorando o sistema de gestão

O mercado farmacêutico passa por transformações diariamente: as farmácias clínicas, os remédios à base de Cannabis e a chegada do coronavírus ao Brasil são só algumas das últimas movimentações do setor.

Mesmo diante destes desafios e da instabilidade econômica do País que ainda não foi vencida, a palestrante e consultora de empresas, Silvia Osso, acredita que o desempenho do varejo este ano, considerando a realidade das redes e das independentes, deve se manter num crescimento considerável.

“Mesmo em épocas ruins, nos três últimos anos, o varejo farmacêutico vem crescendo perto de dois dígitos. Portanto, há uma esperança de que continue da mesma forma”, conta Silvia.

A consultora conta que para as redes e as farmácias independentes as principais oportunidades de crescimento estão na otimização dos resultados melhorando o sistema de gestão.

“Aumentar o número de lojas e a capilaridade não me parece uma boa oportunidade para este ano. Já possuímos um universo de 80 mil farmácias e o Brasil contabiliza um ponto de venda para cada 2.700 habitantes, segundo levantamento realizado pela IQVIA. É preciso otimizar os resultados trabalhando melhor o sistema de gestão”, acrescenta Silvia.

A especialista também afirma que ainda há muito para crescer trabalhando bem a venda de medicamentos e serviços no varejo farmacêutico.

“A inclusão de serviços na área de medicamentos deve crescer cada vez mais com a atenção farmacêutica (ou consultórios farmacêuticos) e sua aplicabilidade voltada para os diabéticos, hipertensos, antitabagismo, obesidade, e entre outros. Também entram nesta lista as aplicações de vacinas; os exames laboratoriais; a venda de produtos sem glúten ou sem lactose, por exemplo”, enumera Silvia. Além disso, na a área de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPC) a introdução de “experiências” deve crescer com orientações mais completas sobre cuidados com a pele, corpo e aplicação de maquiagem.

Desafios futuros no varejo farmacêutico

Ainda há muitos desafios, tanto para as redes como para as farmácias independentes, segundo avalia Silvia Osso. Entre eles,  os softwares, que precisam ser mais robustos para permitir um entrosamento entre compras, vendas, armazenamento de dados sobre clientes e seus hábitos totalmente on-line; engajar o consumidor aos valores da marca usando os meios e as plataformas corretas para atraí-lo; e oferecer produtos sob medida, conforme a necessidade do cliente, por meio de múltiplos formatos de conteúdo para diferentes públicos.

“O uso de aplicativos precisa crescer ainda mais, porque atualmente poucas redes o usam. Além disso, a profissionalização precisa ser ainda mais focada em gestão, compras, precificação e atendimento.Criar propósitos claros para as empresas e provocar experiências de compras também será um desafio; além, é claro, de um atendimento sob novas óticas”, complementa Silvia.

A consultora também citou como a tecnologia pode ser utilizada no ponto de venda, nos serviços farmacêuticos.

“Alguns recursos tecnológicos podem melhorar os serviços farmacêuticos, principalmente os da RDC 44/2009, quando atualizada. São eles:atendimento clínico através da telemedicina, realização de testes laboratoriais rápidos (urina, hemograma, Beta HCG, colesterol, entre outros) com disponibilidade de laudos on-line, prontuário on-line com registro de medicamentos adquiridos/utilizados e/ou atendimento com receituário virtual, via uso de QR Code”, conclui, ressaltando que todos esses exemplos se tratam de soluções baseadas em sistemas que já existem e que podem ser adaptados facilmente ao setor farmacêutico.

Lei Geral de Proteção de Dados no mercado de farmácias
 

Fonte: Guia da Farmácia

Foto: Shutterstock

Sobre o colunista

Victoria Nascimento

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