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Pfizer anuncia anticoncepcional de autoaplicação trimestral no Brasil

Medicamento pode ser usado por pacientes que possuem restrição ao uso de estrogênio

Primeiro anticoncepcional com sistema de autoaplicação trimestral aprovado no Brasil, Sayana (acetato de medroxiprogesterona) acaba de chegar ao mercado nacional. Comercializado pela Pfizer, o produto apresenta uma opção mais cômoda e prática de contracepção para a mulher moderna. “Como o produto é ministrado em uma única aplicação, a cada três meses, o risco de falhas na posologia, como possíveis esquecimentos, diminui muito, preservando a eficácia da contracepção. Além disso, a possibilidade de autoaplicação, também traz ganhos em praticidade e qualidade de vida”, destaca a diretora médica da Pfizer, Marjori Dulcine.

Sayana também é indicado para o tratamento da dor relacionada à endometriose, uma doença ginecológica que afeta cerca de 10% da população feminina em idade reprodutiva. O acetato de medroxiprogesterona, princípio ativo deste anticoncepcional, é um derivado isolado da progesterona e atua evitando a ovulação, além de causar o espessamento do muco cervical, inibindo, assim, a chegada de espermatozoides ao útero. Já o efeito terapêutico associado às dores da endometriose se dá pela supressão das concentrações do hormônio estradiol na corrente sanguínea da mulher e pela ação direta do produto sobre as lesões causadas pela doença.

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De baixa dosagem, Sayana também pode ser utilizado por mulheres que estão amamentando e por aquelas consideradas pacientes de risco para o uso de contraceptivos combinados, produtos que apresentam o hormônio estrogênio em sua composição. “Estamos falando de uma grande parcela de mulheres, como fumantes, obesas e aquelas com histórico familiar de trombose”, afirma a diretora médica da Pfizer, Marjori Dulcine.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o médico realize a anamnese da mulher, ou seja, uma investigação aprofundada de seu histórico, antes de prescrever um anticoncepcional, de modo que a escolha do método mais adequado seja feita de forma individual e personalizada, proporcionando maior segurança. Exames clínicos e aferição da pressão arterial também são indicados. “É preciso levar em conta doenças pré-existentes, fase reprodutiva, estilo de vida, entre outras questões”, ressalta a médica.

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