Pfizer foca em campanha de combate ao suicídio

Ação faz parte do Setembro Amarelo, que pretende falar sobre o assunto abertamente, sem medos ou tabus

Pessoas que cometem suicídio frequentemente dão ampla indicação de sua intenção, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). E, muitas vezes, chegam a procurar ajuda antes desse desfecho. Cerca de um a cada cinco pacientes que tentaram o suicídio passaram por uma consulta médica um mês antes do episódio, de acordo com um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) a partir de 80 indivíduos atendidos em um pronto-socorro de Embu das Artes (SP).

Um outro estudo, publicado no fim do ano passado, reafirma que muitos indivíduos que passam por tentativas de suicídio tendem a visitar seu médico nos meses anteriores ao episódio. O trabalho aponta, por outro lado, que grande parte desses pacientes não chega aos serviços médicos por meio do psiquiatra e destaca que o processo de identificação das pessoas sob risco de suicídio ainda é um grande desafio para os profissionais da atenção primária. “Muitas vezes quem está em contato com esse paciente é o clínico geral, o ginecologista, ou o cardiologista. Por isso, é preciso fortalecer as discussões sobre o suicídio e vencer esse tabu em todas as esferas sociais”, afirma o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia.

A importância de vencer o silêncio social associado ao tema e buscar ajuda é justamente o mote da ação digital #saiadasombra, uma iniciativa que a Pfizer – empresa associada da Aberje – acaba de lançar, com apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), como forma de contribuir para as atividades educativas da campanha global Setembro Amarelo, que tem como foco o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado no próximo dia 10.

Vale destacar que, desde 2012, a taxa de suicídio em brasileiros de 15 a 29 anos subiu quase 10%, segundo a edição de 2017 do Mapa da Violência, um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Globalmente, o problema já representa a segunda principal causa de mortes em jovens dessa faixa etária.

Fonte: Aberje-SP
Foto: Shutterstock

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