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Pode tomar mais de uma vacina contra a Covid-19?

Chinesa, inglesa e russa: qual vacina é melhor tomar? Será recomendável que a pessoa tome o imunizante apenas de um laboratório

Os laboratórios que desenvolvem uma vacina contra a Covid-19 são cautelosos ao afirmar quando terão o primeiro imunizante pronto, com a segurança e a eficácia comprovadas.

A data depende de muitos testes e de toda a logística de distribuição. É provável que os governos tenham mais de uma opção, possibilitando um mix de imunizantes. Mas será recomendável tomar apenas de um laboratório, uma vez que ainda não há estudos de possíveis riscos com a chamada intercambialidade.

Atualmente, mais de 150 vacinas estão em desenvolvimento, sendo dez delas na última fase de testes, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde.

No Brasil segue os avanços da vacina contra a Covid-19

O Brasil, por meio do Ministério da Saúde, tem dois acordos para garantir as primeiras doses: um com o laboratório AstraZeneca, e outro com o Covax Facility, consórcio global de governos e fabricantes para impulsionar o desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus.

Paralelamente, o governo de São Paulo — com o Instituto Butantan — desenvolve o imunizante com o laboratório chinês Sinovac. O governo do Paraná tem um acordo com a Rússia, para testar e fabricar a vacina do instituto Gamaleya.

Especialistas acreditam que em um primeiro momento teremos menos opções, mas com o passar do tempo elas devem aumentar. A recomendação é sempre optar pelo mesmo fabricante para tomar as duas doses — caso for mais de uma.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, acredita que laboratórios privados podem demorar mais de um ano para disponibilizar a vacina, quando os estoques mundiais estiverem estabilizados e os governos conseguirem fazer compras robustas para imunizar suas populações.

Carteira de vacinação digital

O Ministério da Saúde já está planejando o Programa Nacional de Imunizações para a Covid-19. Uma das estratégias é desenvolver uma plataforma virtual para agilizar e organizar a aplicação da vacina contra o coronavírus.

A carteira nacional de imunização digital seria feita por um cadastro utilizando o CPF. O objetivo é garantir que a população se imunize apenas uma vez, caso um governo local também disponibilize um outro imunizante.

Anvisa muda normas para agilizar liberação de vacinas contra a Covid-19 

Fonte: Exame

Foto: Shutterstock

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