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Por que a queda capilar é uma sequela comum em pacientes que tiveram Covid-19?

Cientificamente, a queda de cabelo que muitas pessoas desenvolvem após a infecção por Covid-19 pode não ser tão inesperada quanto outras sequelas

No mundo inteiro, pacientes recuperados de Covid-19 relatam sequelas comuns e uma delas é a queda de cabelo, um problema que pode ser angustiante dada a quantidade de fios que costumam cair nesses casos.

“A febre é um sintoma comum da Covid-19 e já é bem documentado cientificamente que, alguns meses depois de ter febre alta ou se recuperar de uma doença, muitas pessoas percebem uma perda de cabelo. Esse quadro é chamado de Eflúvio Telógeno e acontece quando os cabelos saem da fase de crescimento (anágena) e entram precocemente na fase de queda (telógena). Vários fatores podem desencadear o eflúvio telógeno: infecções virais diversas, como Covid-19 e dengue, cirurgias, medicamentos, início ou interrupção de anticoncepcional, estresse emocional, dietas restritivas, entre outros”, explica, então, a dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Fellow em Tricologia pela Associação Médica Brasileira (AMB), Dra. Jaqueline Zmijevski.

 A dermatologista explica, também, que a maioria das pessoas nota queda de cabelo dois a três meses depois da doença. “Mas não se assuste: o problema tende a ser resolvido sozinho”, completa, portanto, a médica.

De acordo com a especialista, os pacientes relatam, contudo, que ‘punhados’ de cabelo saem da cabeça ao tomar banho ou escovar o cabelo.

“Essa queda de cabelo pode durar de 3 a 6 meses. A maioria das pessoas, então, vê diminuição da queda e o cabelo voltando ao normal. Porém, de 10 a 20% desses pacientes podem não melhorar espontaneamente, necessitando de tratamento. Nesses casos, vale a pena passar por uma consulta médica para investigar outras causas de perda dos fios e então tratar adequadamente”, completa a Dra. Jaqueline.

Tratamentos para a queda capilar depois da Covid-19

Todavia, tratar uma condição como queda de cabelo pós-Covid leva tempo e paciência.

“Além de uma boa alimentação e hábitos de vida saudável, como sono de qualidade, controle de estresse com atividade física diversa, indicamos, além disso, ficar longe das químicas, especialmente os alisamentos”, diz a médica. “Se a queda persistir, procure seu dermatologista de confiança”, finaliza a Dra. Jaqueline Zmijevski.

Fonte: Dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Fellow em Tricologia pela Associação Médica Brasileira (AMB), Dra. Jaqueline Zmijevski.

Foto: Divulgação

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