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Pós-NRF com Mulheres do Varejo mostra tendências no setor

Evento realizado na GS1 Brasil mostrou os três 'Ts' do Varejo Sustentável: Tempo, Tecnologia e Time

A GS1 Brasil realizou, na última terça-feira (4), o evento pós-NRF com o tema “Tech Time: os três Ts do Varejo Sustentável (Tempo, Tecnologia e Time)”.

Promovido na sede da entidade, o encontro contou com a participação do grupo Mulheres do Varejo (MdV), que trouxe, junto com o time da GS1 Brasil, alguns dos principais insights da NRF 2020: Retail’s Big Show, maior evento de varejo do mundo, realizado, anualmente, em Nova York (EUA).

Tecnologia em destaque

O primeiro palestrante deste evento pós-NRF foi o diretor técnico da GS1 Brasil, Roberto Matsubayashi, que falou sobre o tema Tecnologia.

Antes de começar os insights, ele abordou a grandiosidade da NRF 2020 que, neste ano, contou com 40 mil visitantes, 18 mil varejistas e 800 expositores, representando 99 países.

Na sua apresentação, Matsubayashi mostrou as tecnologias e soluções que há pouco tempo eram tidas como futuristas e experimentais, mas que agora já estão disponíveis como produto.

A robotização na área de logística e óculos de realidade aumentada substituindo o voice picking são exemplos, bem como as antenas RTLS para RFID, capazes de encontrar o produto dentro da loja.

O especialista da GS1 também exaltou o crescimento de tecnologias como a visão artificial, já praticada em gigantes como Amazon Go. “Com esta solução, câmeras instaladas pela loja identificam produtos e consumidores, com 100% de monitoramento”, afirma.

Foco no consumidor

A segunda palestrante do pós-NRF foi a Business Relationship Director for Retail at Softtek, Anna Karina Crodelino, que explorou o tema multicanalidade.

“A rede de pizzarias Domino’s hoje tem 15 maneiras de entregar uma pizza, defendendo a ideia de que precisa estar onde o consumidor está e com o objetivo de atender as necessidades de todas as idades, seja dos 10 aos 80 anos”, exemplifica.

“É importante que se tenha uma experiência física e digital sem emendas, com atendimento personalizado e customizado. E ter um processo de delivery sem atritos”, acrescenta.

Anna defendeu, ainda, que as lojas físicas precisam se transformar num ambiente de desejo, onde os consumidores não vão porque precisam, mas porque querem ir.

Ela deu exemplo de lojas que esteve durante visitas técnicas, como a Nike, que oferece a possibilidade do consumidor desenvolver tênis exclusivos; a Starbucks, que tem lojas específicas só para retirar os pedidos feitos pelo App; ou a Nordstrom, que dá o direito do consumidor ajustar a sua roupa na hora da retirada e ou troca da peça comprada pelo e-commerce, caso não tenha gostado.

Customização nas compras

A terceira e última palestrante do evento foi a diretora de marketing da Dalben Supermercados, Fernanda Dalben. Ela exaltou a força que a customização de produtos e serviços tem ganhado no setor.

Ela citou como exemplo a rede de supermercados norte-americana Whole Foods, que já oferece quiosques nos quais o cliente pode fazer o seu próprio leite ou suco. “Na Puma, é possível colocar um nome ou algum adereço na peça. A Adidas também permite a personalização dos tênis”, conta.

Segundo Fernanda, esse tipo de estratégia, ideal para consumidores mais exigentes, melhora a experiência nas lojas físicas, traz exclusividade ao PDV, proporcionando engajamento e fidelização do cliente; bem como favorece para um diferencial competitivo.

Outras tendências apontadas no pós-NRF

No intervalo das palestras, foram abertos espaços para que o público pudesse fazer perguntas e reflexões sobre os temas propostos. Entre os insights, destacou-se que;

  • As lojas físicas não vão morrer, mas precisam se reinventar;
  • Apesar da transformação digital ser uma realidade, os colaboradores das lojas ainda precisam de capacitação para acompanhar todas as mudanças;
  • A experiência de compras vai se tornar um diferencial competitivo no varejo;
  • Nos próximos anos, deve-se ver a evolução dos serviços e comandos por voz; bem como as compras por assinatura, especialmente para produtos nos quais o consumidor precisa recorrentemente;
  • As lojas físicas ainda têm muito potencial, já que é nelas que o consumidor está mais aberto para as compras por impulso.

Fonte e foto: Guia da Farmácia

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