
*Por Ricardo Silveira Leite
Enquanto muitos gestores ainda tentam entender os millennials, a Geração Z já está atrás do balcão — e também do outro lado do caixa. Nascidos entre 1997 e 2012, esses jovens cresceram em um mundo digital, conectado e acelerado. Eles são hoje consumidores exigentes e colaboradores com novas expectativas sobre o trabalho. Para o varejo farmacêutico, compreender o que move essa geração é fundamental para continuar crescendo e se mantendo relevante.
No consumo, a Geração Z valoriza conveniência, autenticidade e propósito. São pessoas que pesquisam online, comparam preços e buscam marcas transparentes e comprometidas com causas reais. Essa geração é omnichannel por natureza: quer a praticidade do aplicativo e o atendimento humano quando precisa de orientação. No ambiente da farmácia, isso significa investir em jornadas de compra fluidas, comunicação visual moderna e canais digitais integrados ao ponto de venda.
Mas o impacto da Geração Z vai além do comportamento de consumo. Ela também está moldando a forma de trabalhar dentro das farmácias. Esses jovens profissionais são curiosos, conectados e ávidos por aprendizado. Não se motivam apenas por salário, mas por propósito, reconhecimento e oportunidades de crescimento. Gostam de feedbacks rápidos, de participar das decisões e de trabalhar em ambientes colaborativos, onde possam sentir que fazem parte de algo maior.
Para preparar a farmácia para essa geração, é preciso rever práticas de gestão e de cultura. Treinamentos longos e monótonos dão lugar a conteúdos curtos, interativos e digitais. O gestor precisa assumir o papel de mentor, orientando, ouvindo e desenvolvendo talentos. A comunicação deve ser mais transparente e horizontal, com espaço para ideias e inovação. Já o ambiente precisa refletir modernidade, acolhimento e tecnologia — elementos que reforçam o vínculo entre propósito e desempenho.
A adaptação à Geração Z não é apenas uma tendência, mas uma necessidade estratégica. As farmácias que compreenderem esse novo perfil conseguirão não só atrair e reter jovens talentos, como também conquistar consumidores mais exigentes e conectados.
A farmácia do futuro será digital, humana e guiada por propósito — exatamente como a Geração Z espera que seja.
*Ricardo Silveira Leite é farmacêutico, Executivo do varejo Farmacêutico, Mentor e Consultor.
rsilveira.ricardo@gmail.com
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Foto: Divulgação
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