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Programas de fidelidade ganham relevância em um cenário econômico instável

Durante e após o período de isolamento social, consumidores devem estar mais atentos, buscando alternativas para economizar

Diante de tantas incertezas provocadas pela evolução da pandemia do novo coronavírus no mundo, há apenas uma convicção: os impactos econômicos virão. Em menor ou maior intensidade, dependendo do mercado, eles devem reduzir rendas, bem como mudar hábitos e padrões de consumo e exigir das mais diversas companhias estratégias assertivas para a manutenção de seus negócios, conquista e retenção de clientes.

Nesse cenário, os programas de fidelidade, que já vêm há tempos auxiliando empresas de diferentes segmentos a melhorar seu relacionamento com clientes, são uma ferramenta que ganha ainda mais relevância. Por um lado, eles possibilitam às marcas conhecer o cliente mais de perto, bem como construir vínculos com base na oferta de boas experiências e acompanhar as mudanças nas necessidades das pessoas com o objetivo de atendê-las, gerando fidelização. Por outro, são uma oportunidade que o consumidor pode aproveitar para ampliar seu poder de compra, garantir descontos e produtos.

De acordo com o presidente da ABEMF – Associação Brasileira das Empresas de Fidelização -, João Pedro Paro Neto, as novas tecnologias é que vão possibilitar tudo isso. “As mídias digitais facilitam o processo de resgate de produtos, serviços e descontos. Hoje, trocar pontos/milhas é muito mais simples, o que é bastante positivo para os participantes, principalmente nesse período em que boa parte deles está dentro de casa, há muitos comércios físicos fechados e as viagens foram adiadas”, ele explica.

Programas de fidelidade

Por isso, os consumidores devem estar atentos. Pesquisar todas as opções de resgate e acompanhar as novidades dos programas de fidelidade são boas estratégias para não perder oportunidades. Os programas evoluíram muito nos últimos anos e já oferecem milhões de opções de produtos e serviços, muito além das passagens aéreas. “E as boas ofertas não surgem somente na hora do resgate. O consumidor precisa ter em mente que escolher bem onde fazer suas compras, optando por estabelecimentos que possibilitam o acúmulo de pontos/milhas é algo que pode ser feito agora. Assim, sem a necessidade de esperar o período de isolamento social passar. Isso pode significar um bom saldo futuro”, diz o presidente da ABEMF.

Para ele, a mesma tecnologia que leva vantagens aos consumidores vai possibilitar boas estratégias às marcas. Por meio da geração e análise de dados, empresas podem evoluir no sentido de conhecer esses participantes e personalizar ofertas, construindo relações mais duradouras e próximas com os clientes. “No fim do dia, o consumidor vai valorizar e priorizar as marcas que estão ao seu lado em todos os momentos, bem como que ofereçam aquilo que ele realmente deseja e precisa, no instante em que ele precisa”, afirma o presidente. “As empresas precisam estar preparadas para isso”, conclui.

Números do mercado

As empresas de fidelidade associadas à ABEMF faturaram R$ 7,7 bilhões em 2019. Assim, representando um crescimento de 11,6% na comparação anual. A quantidade de pontos/milhas emitidos em 2019 somou 308,2 bilhões, número 7,5% maior que o registrado em 2018, e foram trocados 265,1 bilhões de pontos/milhas, 8,2% a mais que a soma do ano anterior.

A taxa de breakage, que representa a quantidade de pontos/milhas expirados no período, ficou em 16,8%, uma queda de 1,3 ponto percentual em relação a 2018. Vale ressaltar o valor do último trimestre do ano: 15,2%, 2,2 pontos percentuais abaixo do 3T19 e o menor já registrado pelo histórico da ABEMF.

Pesquisa mostra importância de programas de fidelidade em farmácias 

Foto: Shutterstock

Fonte: ABEMF

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