Qual o futuro das distribuidoras no pós pandemia?

A produtividade das distribuidoras da Abradilan ficou 12% acima da média após os primeiros meses da pandemia

Aconteceu hoje (14) o segundo dia do Outlook Digital 2020, organizado pela Close-Up. Com a presença de importantes nomes do setor, como o presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), Edson Tamascia, o presidente da Associação Brasileira Redes Farmácias Drogaria (Abrafarma), Sergio Mena Barreto, o diretor executivo da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), Ivan Coimbra, entre outros, o evento falou sobre o futuro das distribuidoras no pós pandemia.

“Passada aquela intensidade da demanda no início da pandemia – onde a produtividade dos distribuidores da Abradilan cresceu 45% – mesmo após a normalização, a produtividade ficou 12% acima da média que estávamos habituados. O distribuidor teve a capacidade de entregar o que era esperado no período crítico da pandemia e ai veio a grande questão: como se adaptar para o cenário que chega, com a farmácia se transformando, o consumidor com hábitos diferentes, um de compra diferente e o que isso provoca no mix? O grande desafio do distribuidor é ver justamente como ele consegue ser um elo na execução de estratégias que a indústria tem de colocação de novos produtos, ou que o varejo tem de novos serviços, em que a estrutura da distribuição possa ser um instrumento de treinamento e de conexão para essas novas entradas do mercado. Sem dúvida, o grande desafio da distribuição será olhar dentro de casa e rever de que forma ela tem que aprender e se adaptar, para se inserir nessas oportunidades que vão surgindo”, explicou Coimbra.

Distribuidoras no pós pandemia

Segundo o executivo, a distribuição é um elo de conexão, pois cerca de 65% da venda passa por dentro da distribuição, assim, fazendo com que a área tenha que se fazer presente e não só ficar assistindo as mudanças da indústria e do varejo. “A distribuição tem que ser protagonista e se colocar a disposição para ajudar nessa reorganização e nas oportunidades que certamente virão”, falou Coimbra.

Outro ponto abordado foi a mudança de olhar no setor e a necessidade de entregar cada vez mais produtividade e eficiência. “Devemos mostrar a capacidade de adaptação em prol da produtividade e de entregar com mais eficiência. Além disso, é muito importante ter profissionais com capacidade de conexão, tendo pessoas com capacidade de pensar de forma estratégica para não sermos tão surpreendidos com as situações, como fomos com a pandemia. Temos que pensar lá na frente, ter empatia e ter conexão com os elos, para tornas as mudanças em algo efetivo, que consigamos fazer com que os nossos elos entendam que estamos ali para compor a cadeia. O grande desafio da distribuição é ter mais pessoas que consigam fazer a conexão”, explicou o executivo.

 

Fonte: Guia da Farmácia

Foto: Shutterstock

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