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Mercado

Quatro tendências mundiais para o varejo farmacêutico em 2022

Guia da Farmácia Por Guia da Farmácia 23 de fevereiro de 2022 Atualizado em: 21 de fevereiro de 2022 Nenhum comentário 6 Minutos de leitura
tendências-varejo

O ano de 2022 promete ser mais um ano de muitos avanços e inovações e tendências também para o setor de varejo. Estudo realizado e apresentado pela International Data Corporation (IDC), aponta que a expectativa é que mais da metade da economia global seja baseada ou influenciada pelo digital neste ano.

Nesse contexto, quatro principais tendências prometem revolucionar o varejo no Brasil.

É o que alerta, então, o executivo de vendas do grupo Inventti, formado pelas empresas Myrpe a homônima Inventti, Paulo Guimarães (Peguim).

Peguim, que também é presidente da Associação dos Fornecedores de Automação Comercial do Brasil – (Afrac), esteve no evento NRF 2022 Retail ‘s Big Show representando o varejo brasileiro por meio de discussões sobre o setor, junto à FIRA(Federation of International Retail Associates).

Algumas tendências presentes no exterior já estão se tornando realidade no Brasil e tendem a expandir de forma ainda mais rápida neste ano.

Entre elas, Peguim destaca a multicanalidade; a adoção e atualização mais rápidas de novas tecnologias; a consolidação do uso de tecnologias cloud e mobile e o surgimento de novas plataformas imersivas, como o metaverso.

1) Multicanalidade e omnichannel

É uma nova realidade do varejo que busca oferecer vários canais de compra ao consumidor como sites e aplicativos de celular além da própria loja física.  A Multicanalidade e o OmniChannel começaram a despontar no Brasil há 3 anos. Para que isso tudo funcione, requer-se estrutura e uniformização de processos,  para que o consumidor entenda que está comprando na mesma empresa e tenha uma experiência de compra igual em todos os canais.

“Atualmente, o cliente quer fazer um pedido em um lugar, retirá-lo em outro e sem barreiras físicas. Para isto, é necessário conciliar as posições de estoque, contabilidade e questões fiscais. A tendência é que se estabeleça por completo nos próximos três anos. Ainda há o que discutir, como a divisão do faturamento entre as unidades de vendas, questões relacionadas ao estoque, entre outras. É importante que um canal não ganhe a antipatia do outro ”, reforça Peguim.

De acordo com a pesquisa Global Marketing Trends 2022, da Deloitte, neste ano as empresas buscarão investir cada vez mais nas experiências físicas e digitais.

Mesmo em um ambiente predominantemente online, as pessoas ainda desejam experiências mais humanas no contato com o digital, ou seja, um ambiente híbrido, o que inclui a experiência presencial.

2) Aceleração na adoção de tecnologias

O varejo físico seguirá com alta demanda por adoção de tecnologias que viabilizem seus modelos de negócio.

Para continuar atendendo às necessidades, as empresas precisam de uma estrutura com profissionais de back office, ou seja: aqueles que não atuam na linha de frente.

Apesar de iniciativas de consolidação e eficiência operacional já terem sido implementadas, os setores tributário e fiscal demandam aceleração na adoção de tecnologias.

Peguim relata que foram citadas algumas tendências durante o evento do qual participou, e que estes conceitos precisam estar na pauta deste ano das empresas de varejo.

“É preciso ficar atento às tecnologias que facilitam o pagamento aos consumidores e que ao mesmo tempo auxiliam os varejistas no controle de estoque em tempo real. Em outras edições do evento essas tecnologias foram discutidas, mas somente agora, podemos afirmar que elas poderão realmente entrar no dia a dia das empresas”, destaca.

3) Sistemas cloud e mobile

A hospedagem de soluções de varejo em nuvem resulta em redução de custos, maior confiabilidade, aumento de eficiência e segurança.

Os varejistas brasileiros já estão neste caminho.

Entretanto, para chegar mais longe, o Brasil precisa investir em tecnologia e infraestrutura para modernizar o varejo.

Um exemplo, é oferecer internet mais rápida, com mais links dedicados para melhor transmissão de dados.

“Nos países desenvolvidos, você tem uma infraestrutura de comunicação que demanda baixo investimento. Mas se está num local onde as tecnologias estão num nível menos maduro, você tem sistemas de telecomunicação menos performáticos. É como rodar um trem bala na rede ferroviária brasileira: não consegue, mas na rede japonesa sim”, explica Peguim.

E se engana quem pensa que os brasileiros não gostam de tecnologia.

“Temos uma das maiores diversidades de comportamento do mundo. Há um grupo que se comporta como jovens no Japão, que dominam tecnologias. Temos um grupo intermediário.  É uma população classe C e D que se assemelha a população C e D da Índia, adepta da tecnologia. Eles demandam modernidade, isto faz que tenhamos alguns pilotos interessantes como a AME, um programa de cashback das Lojas Americanas. Ao realizar pagamentos as pessoas ganham cashbacks, ou seja, ganham dinheiro para ser usado diretamente no aplicativo da loja”, diz Peguim.

4) Metaverso e o mundo virtual 

As tendências mencionadas anteriormente já estão em implantação.

Por exemplo, no evento em Nova York, falou-se também sobre o que pode ser o futuro do varejo, com o ambiente virtual aproximando-se ainda mais da realidade.

Na NRF, se discutiu o Metaverso, que seria uma extensão digital do mundo onde as pessoas vivem e trabalham. O varejo seria uma experiência próxima a que se tem hoje, no mundo real, com as compras sendo feitas por um avatar em uma loja virtual.

“Hoje, você entra no site digita o produto ou busca em uma lista. No Metaverso, você passeia pelos corredores digitais. Poderia ocorrer uma compra por impulso”, explica Peguim.

O executivo conta que existe um projeto piloto da Nike, que ao comprar um tênis em uma loja física, o consumidor ganha recompensas digitais  que podem ser usadas no Metaverso.

Para o varejo de roupas, uma possibilidade será disponibilizar o lançamento de itens primeiramente no virtual, para utilização em avatares (personificações digitais), com objetivo de analisar a receptividade de um produto.

“Se gostarem no Metaverso, poderá ser vendido no mundo real”, avalia Peguim.

Novos tempos do varejo

Atualmente, o varejo brasileiro passa por diversas transições.

Peguim relata, contudo, sobre a importância da integração do varejo físico com o digital.

“Podemos observar que as lojas físicas estão ganhando inúmeras novas funções, como hubs logísticos. O público vem mudando constantemente, buscam e compram de marcas que criam experiência e não apenas vendas. Por isso, as companhias precisam além de tudo se adaptar a esse novo consumidor visando qualidade de experiências através das vendas físicas e digitais”.

6 tendências em inovação que o varejo não pode ignorar 

Fonte: Decision Report

Foto: Shutterstock

 

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