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Raia Drogasil quer ir além do varejo farmacêutico

A estratégia vem acompanhada da ampliação também das lojas físicas. Serão 480 novas lojas entre 2021 e 2022

Até 2025, a Raia Drogasil quer deixar de ser apenas uma rede de farmácias e cuidar da saúde do consumidor de forma integral. Para isso, a empresa vai ampliar seu leque de serviços nas unidades físicas, lançar um marketplace de itens de saúde e criar uma plataforma digital que reunirá serviços como telemedicina, psicólogo e treinador físico, além de aplicativos ligados a saúde e bem-estar. A estratégia vem acompanhada da ampliação também das lojas físicas. Serão 480 novas lojas entre 2021 e 2022.

O plano estratégico para 2025 foi apresentado ontem para investidores e funcionários. “A saúde hoje é muito fragmentada e essas novidades aumentam nosso mercado potencial. Tem um vazio no mercado de saúde. Ninguém trabalha com prevenção. Os players ganham dinheiro com a doença”, disse o presidente da Raia Drogasil, Marcílio Pousada.

De acordo com a companhia, a estratégia se divide em três pilares. O primeiro deles é o que chamam de nova farmácia, embora parte da inspiração venha do passado. Além de intensificar a digitalização — que permite a “aproximação do sofá do cliente”, nas palavras do presidente — a loja se aproximará do que era comum de se ver na farmácia de décadas atrás, assim, oferecendo serviços de vacinação, aferimento de pressão, medição de glicemia, dentre outros serviços.

Raia Drogasil vai além do varejo farma

Assim, as unidades vão virar o que a empresa chama de ‘health hubs’, bem como seguirão com a venda dos medicamentos e outros produtos e também serão ponto de retirada para o cliente que comprar on-line. Hoje, a empresa já tem 43 lojas com licença de vacinação.

O segundo ponto do plano estratégico envolve justamente o varejo on-line da RD. Em outubro a empresa lança a estrutura piloto de seu marketplace (shopping virtual). Com foco em itens de saúde, a ideia é poder dar um salto na oferta atual de produtos, indo de 12 mil itens para até 100 mil, se o projeto obtiver êxito. A empresa poderá vender, por meio de terceiros, lentes de contato, suplementos alimentares, cadeira de rodas ou produtos manipulados, por exemplo, que não fazem parte do seu portfólio hoje.

O terceiro pilar estratégico é a criação de uma plataforma de saúde que reunirá serviços de telemedicina, atividade física, bem como aplicativos de meditação e de monitoramento do sono, entre outros. A proposta tem pontos em comum com a anunciada no começo de setembro pelo grupo de medicina diagnóstica Fleury, que investiu R$ 50 milhões numa plataforma que funcionará como um “marketplace” de serviços ligados à saúde.

“Queremos ter a jornada do cliente por inteiro”, diz Eugênio De Zagottis, vice-presidente de planejamento corporativo e relações com investidores da Raia Drogasil. “A farmácia vai ser um hub de saúde, onde a pessoa pode fazer alguns exames rápidos e as teleconsultas poderão ser realizadas com acompanhamento de um enfermeiro. Com a capilaridade que temos, conseguimos fazer”, completa.

Estratégia de expansão

A Raia Drogasil tem hoje cerca de 2,2 mil lojas no país e 40 milhões de clientes, o que os executivos veem como uma vantagem para o plano estratégico, que coloca os pés da empresa no setor de serviços. “Nós partimos de um espaço diferente, já no B2C (do termo em inglês business to consumer). Ninguém quer fazer a partir daí porque é muito caro, mas no nosso caso já temos os clientes”, diz De Zagottis. Nesse primeiro momento, não haverá parcerias com planos de saúde.

Os dois primeiros projetos devem evoluir mais rapidamente no curto prazo, de acordo com Pousada, enquanto a plataforma de saúde está prevista para o primeiro trimestre de 2021.

Foto: Raia Drogasil

Fonte: Valor Econômico

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