Reforma do IR: fabricantes de medicamentos alertam para alta de até 18% em preços

A mudança vai resultar em aumento de 12%, podendo alcançar até 18%, em mais de 18 mil produtos farmacêuticos

Após a Câmara dos Deputados ter aprovado ontem (2) o texto base do projeto de lei que altera as regras do Imposto de Renda (IR), fabricantes de medicamentos alertam que a mudança vai resultar em aumento de 12% nos preços dos remédios, podendo alcançar até 18%, em mais de 18 mil produtos farmacêuticos.

“Sem a reforma administrativa, a tributária perde o sentido, principalmente essa proposta que nem ao menos reduz a burocracia e, no final, quem pagará a conta será o consumidor de medicamentos”, diz o presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini.

Portanto, o nó, calcula a entidade, reside no fato de que essa reforma aumenta a carga tributária de medicamentos.

Que atualmente já equivale a quase um terço (32%) do preço final ao consumidor, bem acima da média mundial, que é de 6%.

O aumento do custo dos medicamentos impactaria também o Sistema Único de Saúde (SUS) em média em 18%.

Pela cobrança de Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS).

Considerando, então, que alguns convênios vinculam a isenção desse tributo ao benefício federal de isenção de PIS/Cofins.

Remédios inclusos na alta dos preços

Nesse grupo de medicamentos com substâncias isentas da cobrança de PIS/Cofins estão os de uso contínuo usados em tratamentos de doenças como câncer, hipertensão, cardíacas e também diabetes.

Eles equivalem a 69,3% do total de produtos disponíveis no mercado farmacêutico atualmente, diz a entidade.

Contudo, Mussolini sublinha que é preciso encaminhar a reforma administrativa para depois discutir a tributária:

“Antes de definir quanto quer arrecadar, a sociedade brasileira precisa definir quanto quer gastar”, finaliza.

Fonte: Extra

Foto: Shutterstock

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