Setor farmacêutico prevê aumento no preço dos remédios com reforma tributária

O projeto de reforma tributária estabelece que impostos sobre medicamentos saiam de 7,89%, sobre o preço de compra, para 17%, sobre o valor final de venda

Representantes do setor farmacêutico estão preocupados com as consequências do projeto de lei aprovado no sábado (27) pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso e que prevê aumento na alíquota de Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) sobre o preço dos remédios.

De acordo com o documento, os impostos sobre os remédios sairão de 7,89%, sobre o preço de compra, para 17%, sobre o valor final de venda.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sincofarma), Hamilton Teixeira, explica que os reflexos dessa aprovação podem atingir o consumidor.

“Um remédio para diabetes, por exemplo, que custa cerca de R$ 8, poderia ser adquirido por R$ 4 ou R$ 5 pela revenda, com ICMS de 7,98%, no preço de custo. Se recolhermos ICMS de 17% sobre o valor de venda, o consumidor vai ser prejudicado”, comentou.

Além do preço dos remédios, reforma pode atingir o Aqui Tem Farmácia Popular

O reflexo da reforma tributária apontado pelo setor é sobre os medicamentos do programa “aqui tem farmácia popular”. Atualmente, quem tem diabetes, hipertensão, asma, catarata ou glaucoma, tem acesso aos remédios de graça. Contudo, com revisão dos impostos, os farmacêuticos prevêem desabastecimento.

Técnicos da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Casa Civil e representantes do setor, analisam, assim, as diretrizes do projeto de reforma tributária.

Uma saída para este entrave está em uma das seis emendas do projeto aprovadas pelos deputados no sábado. Ela diz que a Sefaz poderá definir, desse modo, a base de cálculo do ICMS em regulamento. Isso desde que o distribuidor seja do Mato Grosso.

Igualmente, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) está acompanhando as discussões entre governo e segmentos. A Ordem é contra o aumento de impostos, mas garante que o projeto de lei é a forma mais segura de corrigir possíveis distorções tributárias no estado.

Foto: Shutterstock
Fonte: G1 – RJ

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