Testes rápidos de covid-19 em pessoas assintomáticas geram cautela

Autoridades de saúde dos Estados Unidos estão preocupadas com os resultados dos testes falsos negativos contra a Covid-19

Um dos primeiros estados a receberem testes de coronavírus rápidos e de baixo custo do governo dos Estados Unidos está alertando contra o uso em pessoas assintomáticas, um grupo que deveria se beneficiar mais da tecnologia.

Testes de antígeno como o da Abbott Laboratories, que procuram proteínas virais reveladoras, podem não detectar algumas infecções que podem ser identificadas por testes mais caros e de melhor padrão, e também podem dar falsos positivos.

Testes rápidos não são recomendados para pessoas sem sintomas que não foram expostas a um paciente com Covid-19, e os que se submetem a um teste desse tipo devem ser informados sobre as limitações, disse o Departamento de Saúde de Louisiana em diretriz emitida na semana passada.

As recomendações destacam problemas com testes como o BinaxNOW de US$ 5 da Abbott, no qual o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA está gastando US$ 750 milhões e que foram usados na Casa Branca.

Autoridades de saúde estaduais estão, cada vez mais, inclinadas a pensar que pessoas sem sintomas devem ser examinadas com testes da reação em cadeia da polimerase, que são mais caros, porém mais confiáveis, devido às preocupações com o desempenho dos testes rápidos, de acordo com o assessor sênior do Conselho de Estado e Epidemiologistas Territoriais, Jeff Engel.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos está fornecendo testes de antígeno para uso em pessoas sintomáticas e assintomáticas, disse Mia Heck, porta-voz da agência, por e-mail.

Testes de antígeno rápidos e acessíveis ajudam a desacelerar a propagação do vírus, e testes como o BinaxNOW, quando usados como pretendido, podem detectar pessoas com maior probabilidade de serem infecciosas, disse a Abbott.

Alerta da FDA

A FDA também emitiu um alerta sobre testes de antígeno dizendo que podem dar resultados positivos incorretos.

Os problemas são mais prováveis em populações com baixa prevalência do vírus ou quando o teste é realizado incorretamente, disse a FDA em comunicado.

Lares de idosos e outros centros de cuidado relataram casos de falsos positivos em testes de antígeno. Qualquer tipo de teste está sujeito a algumas imprecisões.

Contudo, é importante seguir as instruções para os testes de antígeno, confirmar os resultados quando necessário e considerar a probabilidade de um falso positivo, disse a agência.

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Fonte: Exame

Foto: Shutterstock

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