
O Laboratório Teuto apresentou à imprensa os bastidores de sua operação industrial durante uma visita técnica à unidade produtiva em Anápolis, em Goiás, destacando investimentos em tecnologia, ampliação de capacidade produtiva e fortalecimento dos sistemas de qualidade.
Executivos e equipes técnicas apresentaram os processos que sustentam a produção, desde o controle de insumos até a distribuição dos medicamentos. A companhia atende distribuidores, hospitais, grandes redes e farmácias independentes em todo o Brasil.
Segundo o diretor de Produção do Laboratório Teuto, Daniel Diegues, a modernização tecnológica é parte de uma estratégia para ampliar o acesso da população a medicamentos essenciais.
“Hoje não estamos falando apenas da chegada de novas máquinas. Estamos falando de capacidade produtiva, qualidade e segurança para o país. Buscamos ampliar a disponibilidade de medicamentos e garantir abastecimento com confiabilidade para o sistema de saúde”, afirma.
Tecnologias na produção
Diegues destaca que o investimento em tecnologia tem impacto direto na produtividade e na eficiência industrial. “O diferencial dessas novas tecnologias não está apenas na velocidade, mas principalmente no controle. Hoje operamos com monitoramento digital em tempo real, acompanhando máquinas, indicadores de performance e parâmetros de qualidade por sistemas integrados”, explica.
Entre os principais investimentos implantados entre 2025 e 2026 estão novos equipamentos industriais voltados para produção e embalagem de medicamentos. Um dos destaques é a compressora FETTE 3030, capaz de produzir até 1 milhão de comprimidos por hora. Em produtos específicos, o equipamento quadruplicou o volume de produção.
A modernização inclui também novas linhas de embalagem CAM, com velocidade de até 18 mil cartuchos por hora, o que representa o triplo da capacidade em comparação a equipamentos anteriores.
Outros investimentos incluem: leito fluidizado de 1 mil litros; misturador de bins; Sistema de Tratamento de Água Purificada (PW); entre outros itens essenciais para processos farmacêuticos.
Controle de qualidade
Durante a visita, a companhia apresentou o fluxo de controle do medicamento, que acompanha todas as etapas da produção. O processo começa no recebimento e análise de insumos pelo Controle de Qualidade (CQ), segue pela produção em áreas monitoradas, passa por análises laboratoriais e pela revisão da Garantia da Qualidade (GQ), até chegar à distribuição.
Além disso, todo o fluxo é monitorado por sistemas digitais que garantem rastreabilidade total dos lotes. “Qualidade não é um passo isolado dentro da produção. É um fluxo contínuo que acompanha o medicamento desde a matéria-prima até o paciente”, destaca Diegues.
A indústria também apresentou avanços em digitalização industrial. O monitoramento das linhas de produção é realizado em tempo real por indicadores operacionais e sistemas integrados de gestão.
Entre as ferramentas adotadas está o sistema OPCenter, que permite ordens de produção totalmente digitais e documentação eletrônica de processos. A empresa também desenvolve projetos voltados ao uso de inteligência artificial para análise de dados industriais, com foco em eficiência e prevenção de desvios.
Além da produção, a empresa ampliou sua infraestrutura logística. A criação de um novo centro de distribuição em Serra, no Espírito Santo, viabilizou a redução média de dois dias no prazo de entrega para as regiões Sul e Sudeste.
Fonte e foto: Teuto