Uso de corticoides contra a Covid-19: tire suas dúvidas

Conteúdo foi apresentado pela Mantecorp Farmasa, marca da Hypera Pharma, em live transmitida no Instagram do Guia da Farmácia

O farmacêutico, que sempre atuou na linha de frente da prevenção e promoção da saúde da população, está ainda mais em evidência neste papel desde o início da pandemia.

Mas em um momento de tantas mudanças no comportamento do consumidor, no cenário da saúde e na prescrição de medicamentos, é necessário ampliar o conhecimento, em específico sobre assuntos relacionados à Covid-19, tema que tem gerado tantas dúvidas entre a população.

Assim, diante desse desafio, a Mantecorp Farmasa, marca da Hypera Pharma, apresentou, no dia 18 de maio, a live “Ampliando o entendimento dos corticoides na Covid-19: o papel do PDV”, transmitida pelo Instagram do Guia da Farmácia.

O evento on-line contou com a participação de duas grandes especialistas na área: a pediatra, mestre em medicina pela FMUSP e gerente médica da Mantecorp Farmasa (CRM-SP 63548), Dra. Denise Varella Katz; e farmacêutica bioquímica pela UNIP e mestre em fisiologia humana pela USP, Bruna Barbosa.

Acompanhe, a seguir, os principais insights.

Corticoide x cortisol

O cortisol é um hormônio esteroide produzido pela glândula adrenal. Ele está envolvido na resposta fisiológica a situações de estresse físico, como doenças agudas; ou estresse emocional.

“O cortisol deve estar sempre em equilíbrio no nosso corpo e o próprio organismo tem um mecanismo de feedback para isso”, Bruna Barbosa.

A resposta biológica do cortisol tem ação anti-inflamatória, antialérgica e imunossupressora.

Além disso, há ação de regulação do metabolismo (glicose, gorduras e proteínas) e balanço hidroeletrolítico (equilíbrio da água e do sódio).

Então, corticoide é um termo mais amplo que engloba o cortisol e outras formas sintéticas, que atuam no mesmo receptor do cortisol.

Porém, são muitos os tipos de corticoides disponíveis, com diferenças grandes ou discretas entre eles, com muitos efeitos adversos ou não.

Prednisona x prednisolona

Um exemplo é a diferença entre a prednisona e a prednisolona, moléculas aparentemente muito semelhantes.

A prednisona é um pró-farmaco, portanto, é administrada de forma inativa, sendo ativada somente após biotransformação no nosso organismo.

“Ela precisa passar pelo fígado, onde acontecerá a biotransformação em prednisolona. Então, um paciente com insuficiência hepática não deveria utilizar a prednisona, pois pode ter a eficácia do medicamento e a biotransformação prejudicadas”, adverte Bruna.

Dessa forma, a prednisolona é um metabólico ativo, com início de ação 50% mais rápido e com níveis plasmáticos mais previsíveis que os da prednisona.

Mas quais os efeitos adversos do uso de corticoides?

O uso prolongado ou crônico desses medicamentos pode provocar a síndrome de Cushing, que causa obesidade central, rosto arredondado, gordura em volta do pescoço, afinamento dos braços e pernas, acne, aumento dos pelos, edema, hipertensão e diabetes.

Porém, pacientes que utilizam o medicamento de forma aguda não desenvolverão tais sintomas.

Corticoides contra a Covid-19

O vírus da Covid-19 causa uma reação inflamatória no organismo que varia de gravidade de pessoa para pessoa.

Assim, desde o início da pandemia de Covid-19, diversos medicamentos têm sido testados visando evitar a evolução da infecção causada e o agravo da doença.

E o que se sabe é que os medicamentos corticoides têm ação anti-inflamatória e imunomoduladora, dessa forma, podem ajudar no tratamento da inflamação dos pulmões (os estudos com os corticoides estão concentrados nas moléculas metilprednisolona e na dexametasona).

“As diferenças entre a dexametasona e a prednisolona são várias, sendo a primeira uma molécula seis vezes mais potente e, portanto, com maior chance de causar efeitos adversos. Enquanto a prednisolona tem risco de efeito adverso de 50% menor que a dexametasona”, explica a Dra. Denise Varella Katz.

Assim, desde setembro de 2020, após a publicação de estudos relevantes, a Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda o uso de corticoides durante sete a 10 dias para o tratamento de casos graves e críticos de Covid-19.

“Isso porque, a molécula reduz a mortalidade e a necessidade de ventilação mecânica nos pacientes graves e críticos, sendo um medicamento acessível e de fácil administração”, ressalta a Dra. Denise.

 

Fonte: Guia da Farmácia

Foto: Shutterstock

 

*Conteúdo exclusivo do Guia da Farmácia. Ao reproduzir, colocar a fonte e o link para o texto original.

Não se automedique, consulte um profissional de saúde.

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