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Vacina da Universidade de Oxford contra o Covid-19 vai ser testada no Brasil

Acordos feitos pela empresa levarão a vacina para países de baixa e média renda. Suprimento global será maior do que dois bilhões de doses

A AstraZeneca, biofarmacêutica global, dá próximos passos em seu compromisso com o acesso mundial amplo e igualitário à vacina contra COVID-19, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, após decisões marcantes com a Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), Gavi, a Vaccine Alliance e o Serum Institute of India (SII).

Nesta quinta, 04 de junho, a empresa chegou a um acordo de US$ 750 milhões com o CEPI e Gavi para apoiar a fabricação, aquisição e distribuição de 300 milhões de doses da vacina, com entrega prevista para o final deste ano. Além disso, o licenciamento será feito com a SII para fornecer um bilhão de doses para países de baixa e média renda, com o compromisso de fornecer 400 milhões antes do final de 2020.

Os acordos confirmam o compromisso da AstraZeneca em permitir o acesso à vacina de forma igualitária em todo o mundo, além das recentes parcerias feitas no Reino Unido e EUA. Em paralelo, a companhia está construindo várias cadeias de suprimentos para apoiar o acesso global sem fins lucrativos durante a pandemia, o que garantiu capacidade de fabricação para dois bilhões de doses da vacina.

Vacina contra a Covid-19

Os acordos com o CEPI e a Gavi também representam o primeiro tratado realizado por meio do Acelerador de Acesso às Ferramentas COVID-19 (ACT), uma inciativa global da Fundação Bill & Melinda Gates e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que trabalha para garantir a alocação e distribuição justas da vacina em todo o mundo, inclusive em países de baixa e média renda. O CEPI liderará o desenvolvimento e a fabricação e a Gavi liderará as compras dentro do mecanismo global.

De acordo com Pascal Soriot, CEO da AstraZeneca, a empresa está “trabalhando incansavelmente para honrar nosso compromisso de garantir acesso amplo e equitativo à vacina de Oxford em todo o mundo, sem fins lucrativos. Demos um passo importante para nos ajudar a atender centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo aquelas em países com menos recursos. Sou profundamente grato pelo comprometimento de todos com essa causa e por seu trabalho em conquistar isso em tão pouco tempo. ”

“A AstraZeneca e nossos outros parceiros da indústria têm um papel crítico a desempenhar no desenvolvimento rápido de vacinas seguras e eficazes e na fabricação de bilhões de doses necessárias para pôr um fim permanente à pandemia da COVID-19. A AstraZeneca está comprometida com o acesso global igualitário a esta vacina e esta parceria demonstra como o Centro de Acesso Global à Vacina COVID-19 reunirá empresas privadas, públicas e do terceiro setor para disponibilizar as vacinas para aqueles que mais precisam, para benefício de todos”, explica o Dr. Richard Hatchett, CEO da CEPI.

Apoio ao acesso igualitário

O Dr. Seth Berkley, CEO da Gavi, disse: “Temos visto uma enorme disposição dos governos doadores em apoiar o acesso igualitário, particularmente aos países em desenvolvimento, e é incrivelmente encorajador ver o setor privado se juntar a esse esforço. Incentivamos que outros fabricantes de vacinas também trabalhem conosco em direção a atender esse objetivo global em comum: encontrar soluções para essa pandemia sem precedentes”.

“O Serum Institute of India tem o prazer de fazer parceria com a AstraZeneca em levar esta vacina para a Índia e para países de baixa e média renda. Nos últimos 50 anos, a SII construiu uma capacidade significativa na fabricação e fornecimento de vacinas globalmente. Trabalharemos em estreita colaboração com a AstraZeneca para garantir uma distribuição justa e equitativa da vacina nesses países”, conta Adar Poonawalla, CEO da SII.

Parceria com a AstraZeneca

Recentemente, a AstraZeneca concordou em fornecer 400 milhões de doses para os EUA e o Reino Unido depois de chegar a um contrato de licença com a Universidade de Oxford para sua vacina recombinante contra adenovírus, anteriormente chamada de ChAdOx1 nCoV-19 e agora conhecida como AZD1222.

A Universidade de Oxford anunciou recentemente o início de um estudo de Fase II / III do AZD1222 em cerca de 10.000 voluntários adultos. Outros ensaios em estágio avançado devem também começar em vários países, como é o caso do Brasil, que recebeu a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2 de junho. A AstraZeneca está comprometida em progredir no programa clínico com rapidez e aumentar sua produção, assumindo o risco de possível resultado negativo no estudo em prol do benefício mundial.

Por conta da pandemia, a empresa também realizou uma rápida mobilização dos recursos de pesquisas globais para descobrir novos anticorpos neutralizantes do novo coronavírus para prevenir e tratar a progressão da doença COVID-19, com o objetivo de alcançar ensaios clínicos nos próximos cinco meses. Além disso, a AstraZeneca passou rapidamente a testar medicamentos novos e existentes para tratar a infecção, incluindo os ensaios CALAVI e ACCORD em andamento para Calquence (acalabrutinibe) e o estudo DARE-19 para Farxiga (dapagliflozina) em pacientes com COVID-19.

Vacina da Universidade de Oxford contra o Covid-19 vai ser testada no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no dia 02 de Junho, a inclusão do Brasil nas pesquisas clínicas de último estágio conduzidas pela Universidade de Oxford e apoiada pela AstraZeneca, para o desenvolvimento da vacina contra o COVID-19. A pesquisa, considerando 2.000 voluntários a serem testados no País, faz parte de um acordo global para o desenvolvimento e distribuição da potencial vacina de recombinação do adenovírus não replicante que pretende a prevenção de infecção do SARS-CoV-2

Os estudos em estágio avançado avaliarão a segurança, a eficácia e a resposta imune da nova vacina em mais de 10.000 pessoas de todo o Reino Unido, como parte de um programa clínico global que incluirá um grande estudo de fase III em separado nos EUA, com a inscrição de 30.000 pacientes, um estudo pediátrico, bem como estudos de fase III em países de baixa a média renda, incluindo o estudo no Brasil.

“Nós estamos avançando nas atuais respostas que possam endereçar esse desafio sem precedentes da COVID-19 com grande urgência, e eu gostaria de reconhecer o compromisso da ANVISA e do Ministério da Saúde em aprovar esse estudo clínico o mais rápido possível para impactar positivamente os brasileiros”, afirmou Fraser Hall, presidente da AstraZeneca Brasil.

Estudos clínicos da vacina contra a Covid-19

Um estudo clínico de Fase I/II da vacina AZD1222 começou em Abril no Reino Unido para avaliar a segurança e a resposta imune em mais de 1.000 voluntários saudáveis com idades entre 18 e 55 anos em vários centros de pesquisa no sul da Inglaterra. Movendo para a Fase III, uma população maior será cadastrada.

“Estou muito feliz que a Universidade de Oxford e a AstraZeneca estão realizando o estudo clínico no Brasil. No Reino Unido, o governo está investindo £65 milhões nessa vacina da Universidade de Oxford. Uma vacina que seja globalmente acessível, tratamentos efetivos e testes são essenciais para acabar com esta pandemia e começar uma retomada da economia global. Nossa parceria estratégica com o Brasil é muito importante para alcançar este objetivo, devido ao nosso forte compromisso com a ciência, investimento mútuo (como a AstraZeneca) e excelente relacionamento entre os governos”, afirmou Vijay Rangarajan, Embaixador Britânico no Brasil.

“Apesar de estarmos avançando rapidamente, nós ainda estamos trabalhando nos próximos passos, como na distribuição da vacina de maneira ampla para torna-la acessível em todo o mundo de maneira igualitária. Por exemplo, esta semana haverá uma conferência em Londres, com foco na distribuição justa e financiamento da vacina, e o governo brasileiro fará parte deste encontro. O Brasil é uma prioridade para a AstraZeneca neste estudo devido a curva ascendente de infecções pela COVID-19”, confirmou Hall. “Nenhum país pode enfrentar este desafio sozinho. Nós precisamos de financiamento conjunto e colaboração”, completou Rangarajan.

Resultados mais assertivos

“O mais importante é realizar essa etapa do estudo agora, quando a curva epidemiológica ainda está subindo e os resultados podem ser mais assertivos”, disse Lily Yin Weckx, coordenadora do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Estamos muito satisfeitos por trabalhar com a talentosa equipe de pesquisadores no Brasil no ensaio da vacina contra a COVID-19”, disse o Professor Andrew Pollard, pesquisador chefe do Oxford Vaccine Trial, na Universidade de Oxford.

A AstraZeneca e a Universidade de Oxford se comprometeram a ter a vacina disponível sem lucros durante a pandemia, e assegurar um amplo e igualitário acesso em todo o mundo. Um trabalho extensivo está acontecendo para assegurar a distribuição em cadeia global com um total de capacidade de produção de 1bihlão de doses, já estabelecidas. Dependendo dos resultados positivos do estudo a primeira entrega da vacina pode ser antecipada para o final de Setembro ou começo de Outubro de 2020.

Foto: Shutterstock

Fonte: AstraZeneca

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