
O mês de abril é também marcado pelo Dia Mundial da Meningite, comemorado no último dia 24.
A data que tem por objetivo reforçar a importância da prevenção e diagnóstico ágil para evitar as complicações dessa grave doença.
Ela é fatal em 5 a 15% dos casos e deixa sequelas irreversíveis em até 20% dos pacientes.
A meningite meningocócica é caracterizada pela inflamação da membrana que recobre o cérebro e a medula espinhal (meninge), sendo causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo).
Considerada uma doença endêmica grave no Brasil, a enfermidade pode ser assintomática ou provocar sintomas graves, com rápida evolução.
Dessa maneira, a vacinação é a forma mais recomendada e eficaz para evitar a doença.
De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), mais de 50% dos casos de meningite no Brasil entre 2015 e 2019 ocorreram em indivíduos maiores de 15 anos.
Em 2020, por exemplo, de acordo com o número de casos notificados do DataSUS, esse índice chega a 55%.
Essa tendência de contágio está diretamente ligada ao perfil do público adolescente, que pode chegar a 20% dos portadores assintomáticos do meningococo.
E, por não manifestar sintomas, acaba infectando outras pessoas e representando, assim, uma ameaça para a proteção de populações mais vulneráveis ou que ainda não completaram o esquema vacinal, ou não fizeram a dose de reforço.
Vacinação contra a meningite
Esta vacina foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) brasileiro no ano de 2020.
E é direcionada para adolescentes de 11 a 12 anos, a vacina ACWY protege contra quatro diferentes sorogrupos de meningococo.
O imunizante funciona como uma proteção estendida para evitar novos casos de meningite, complementando a vacinação contra o sorogrupo C que é administrada na primeira infância (aos 3, 5 e 12 meses).
Dessa maneira, a mudança representa, então, uma grande conquista para o combate à meningite no País.
“Estamos falando de uma inclusão que deve propiciar a diminuição significativa da circulação dessa doença grave no Brasil. Por isso é tão importante que as famílias dos adolescentes busquem pela vacina nos postos de saúde. Nós temos acesso a um dos maiores Programas de imunização do mundo e precisamos fazer proveito disso mantenho a carteira de vacinação em dia.”, explica o presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Marco Aurélio Sáfadi.
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Fonte: Sanofi
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