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Varejo farmacêutico deve ficar atento com fraudes e furtos

Todo cuidado é pouco, tem lucro jogado no ralo

A economia brasileira vai, aos poucos, se recuperando do grande baque dos últimos dois anos. Um dos setores que tem apresentado um bom desempenho é o farmacêutico. Segundo pesquisa da QuintilesIMS, apurados a pedido da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), no acumulado dos últimos 12 meses, as vendas no setor, considerando o preço ao consumidor, totalizaram R$ 99 bilhões, aumento de 11,4% em relação ao mesmo período de 2016, quando somaram R$ 88,9 bilhões. Foram, no total, comercializadas 5,1 bilhões de unidades desde julho de 2016 a junho último, um acréscimo de 3,2% sobre o ano anterior.

O consumidor de farmácias e drogarias deixou de ser apenas aquele que busca um medicamento. Nesses locais é possível adquirir de um simples comprimido para dor de cabeça, passando por esmaltes, tinturas e até doces e chocolates. Esse maior mix de produtos atrai mais compradores, mas também proporciona um aumento nas perdas, especialmente aquelas decorrentes de furtos. Juntos, os furtos internos (24%) e externos (14%) representam 38% das perdas – mesmo índice de erros e quebras operacionais -, como apontam os dados da 16ª Avaliação de Perdas do Varejo Brasileiro, organizada pelo Ibevar/Provar.

Tão assustador quanto o índice de furtos é saber quanto o varejo farma registra de perdas no caixa e sofre com fraudes com cheques e cartões de crédito. Juntas, elas representam 14% das perdas operacionais, sendo que as diferenças de caixa atingem a marca de 11%. É lucro que vai para o ralo da empresa sem qualquer controle, que poderia ser revertido com o uso de ferramenta de monitoramento e gestão, com análise e auditoria dos processos de vendas que possa identificar as perdas no checkout.

A pesquisa do Ibevar aponta que apenas 50% dos varejistas do setor farmacêutico investem em softwares de monitoramento e acompanhamento das perdas, bem como soluções de monitoramento de frente de caixa. Para deixar explícita a problemática, veja uma conta simples. O custo de reposição dos inúmeros itens furtados, dependendo da margem de lucro do produto, é muito elevado. Para cada item com margem de 2% furtado, serão necessários 50 novos itens vendidos do mesmo produto para recompor o estoque, fora o que se deixou de vender por não estar na prateleira.

Na prática, o canal farma deve investir na adoção de soluções em tecnologia à políticas mais rígidas na contratação dos trabalhadores é fundamental. A redução do índice de perdas, com as recomendações elencadas, pode chegar a 80%. Um detalhe de suma importância é que a atuação estratégica ocorre com apoio do dono do negócio ou da diretoria da rede e age em todas as etapas do negócio, da compra do produto, passando pela distribuição, armazenamento, proteção contra furtos até a efetiva venda.

Assim, varejista do setor farmacêutico, fique atento. As soluções para combater as perdas e ampliar seu lucro, especialmente em tempos de grande concorrência e margens apertadas, existem e estão à disposição no mercado. É preciso ter maturidade e a consciência de que elas devem ser tratadas com eficiência e profissionalismo.

Fonte: Diretor de Comunicação da Gunnebo Brasil, Luiz Fernando Sambugaro
Foto: Shutterstock

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