A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta sexta-feira (26/6) o funcionamento da plataforma Voy. A plataforma oferece tratamentos, e avaliações de saúde personalizados para obesidade e por isso deveria estar registrada na Anvisa como um dispositivo médico.
A empresa responsável, a Revia Gestão de Negócios Ltda. (CNPJ: 61.734.648/0001-86), no entanto, não tem autorização de funcionamento para esse tipo de atividade na Anvisa. Com a medida, a plataforma não pode oferecer nem divulgar os serviços.
Plataformas que realizam a indicação de medicamentos e de suas dosagens se enquadram na categoria de software médico. Além disso, a empresa não está regularizada como farmácia ou drogaria e. por isso. não pode comercializar medicamentos de qualquer natureza.
Medicamentos adquiridos fora de farmácias e drogarias que funcionem de forma irregular não tem qualquer garantia de origem, composição e qualidade.
Para mais informações, confira a Resolução 2.528/2026 no Diário Oficial da União (DOU).
O que é a plataforma Voy?
A Voy é uma plataforma digital voltada para tratamentos de emagrecimento que reúne serviços médicos e acompanhamento em um único plano. De modo geral, o serviço contempla:
- Avaliação médica online para verificar se o tratamento é indicado.
- Acompanhamento com profissionais de saúde, como nutricionistas.
- Prescrição de medicamentos quando clinicamente apropriado (por exemplo, medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, como semaglutida ou tirzepatida, conforme avaliação médica).
- Entrega dos medicamentos prescritos e acompanhamento da evolução do paciente por meio do aplicativo.
O que diz a empresa?
Em nota, publicada no Portal G1, a Voy afirmou ter recebido “com surpresa” a publicação da resolução e disse que a discussão envolve exclusivamente o enquadramento regulatório de um questionário digital e sua eventual necessidade de registro como software.
Segundo a empresa, trata-se de uma questão administrativa, “sem relação direta com a segurança dos pacientes, com a qualidade da assistência prestada ou com os medicamentos”.
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e G1.
Foto: Shutterstock
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