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Alergia a vacinas: casos de reação ao imunizante contra a Covid-19

Por Guia da Farmácia 18 de dezembro de 2020 Atualizado em: 17 de dezembro de 2020 Nenhum comentário 4 Minutos de leitura
reação-alérgica-vacinas

Dois profissionais de saúde do estado americano do Alaska desenvolveram forte reação alérgica poucos minutos depois de terem recebido a vacina Pfizer/BioNTech contra o coronavírus. Um continua internado sob observação, e outro foi liberado logo depois de uma hora.

Os episódios têm bastante semelhança com os dois casos de reação alérgica reportados na semana passada no Reino Unido. Mas uma diferença intrigante: um dos profissionais americanos não tinha histórico de alergias graves, como os outros três.

Depois dos casos, os órgãos regulatórios dos EUA e do Reino Unido advertiram que pessoas com histórico de grave reação alérgica a medicamentos e alimentos não devem tomar a vacina. Mas não houve qualquer veto ao restante da população, inclusive para quem tem histórico de alergia moderada.

Então, o que esses episódios apontam sobre a segurança em torno da nova vacina fabricada pela Pfizer/BioNTech, empresas que solicitaram autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicações no Brasil?

Alergia a vacinas

Os dois profissionais de saúde que tiveram reação alérgica grave foram imunizados no mesmo hospital no estado do Alaska.

A primeira, uma mulher de meia-idade, começou a desenvolver erupção na pele, falta de ar e aceleração da frequência cardíaca cerca de dez minutos depois de ser vacinada no hospital regional Bartlett, em Juneau.

Ela foi, então, encaminhada para a unidade de terapia intensiva (UTI) e o quadro dela é estável e ela permanece internada sob observação.

O segundo paciente tinha histórico de alergia grave, mas teve uma reação anafilactoide, e não anafilaxia, afirmou a equipe médica, o que representa um quadro bem menos grave.

Os sintomas (inchaço no olho, coceira na garganta e tontura) surgiram cerca de dez minutos depois da aplicação, e recuaram logo que ele recebeu epinefrina. O paciente foi liberado uma hora depois.

Os dois casos de reação alérgica no Reino Unido também envolveram profissionais de saúde, ambos com histórico de alergia grave: um a ovo e outro a diversos medicamentos.

Todavia, a vacina da Pfizer/BioNTech não contém nenhuma parte do ovo.

O que isso representa para a segurança? 

“Todo medicamento eficaz tem efeitos indesejados. Então, quando falamos que é ‘seguro’, falamos do peso dos efeitos indesejados em comparação com o benefício é muito claramente a favor do benefício“, explica o professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, Stephen Evans.

Os órgãos reguladores no Reino Unido e nos EUA tomaram a decisão de autorizar a distribuição da vacina contra Covid-19 baseados em muito mais informações do que vieram a público, geralmente em forma de comunicados à imprensa.

A vacina Pfizer/BioNTech reduz os casos de Covid-19 em cerca de 95% das pessoas imunizadas.

Mas acarreta efeitos colaterais bastante comuns, incluindo dor no local da injeção, dor de cabeça, calafrios e dores musculares. Isso pode afetar mais de 1 em cada 10 pessoas.

Todos esses são sinais do sistema imunológico entrando em ação e podem ser controlados com paracetamol, por exemplo.

Dúvida

O perigo em torno do debate sobre efeitos colaterais é que as pessoas presumem erroneamente que problemas de saúde que acontecem por coincidência foram causados ​​pela vacina.

Haverá casos em que um dia alguém receberá a vacina e, logo depois, terá um sério problema de saúde que teria acontecido mesmo se não tivesse sido imunizada.

E é por isso que a segurança das vacinas é, então, monitorada muito depois de uma delas ser aprovada para ver se há algum problema de saúde desconhecido.

O órgão regulador britânico, por exemplo, tem um programa para registro de problemas pelos pacientes e monitora dados anônimos de consultórios médicos em busca de quaisquer sinais de alerta ligados à vacina.

Pfizer e BioNTech publicam resultados de fase 3 de vacina para Covid-19 em revista científica

Fonte: G1

Foto: Shutterstock

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