
Os benefícios da amamentação são inúmeros, tanto para a mãe quanto para o bebê. O melhor e mais completo alimento para qualquer bebê até os seis meses de idade é o leite materno da própria mãe. No entanto, ainda há muitas dúvidas sobre a prática.
“Para a mulher, a amamentação evita anemia, sangramento uterino pós-parto e acelera a recuperação. A liberação de um hormônio chamado ocitocina faz com que o útero volte ao tamanho normal de uma forma mais rápida. Existe ainda a proteção contra o câncer de mama”, explica a enfermeira especialista em amamentação do Hospital Israelita Albert Einstein, Natália Turano Monteiro.
Natália cita, ainda, que a saúde mental da mulher que amamenta também é impactada positivamente. “Diminui-se o risco de depressão pós-parto e há melhora na autoestima. A amamentação é um momento rico de interação e aproximação entre mãe e bebê”, complementa a enfermeira.
Para o bebê, o leite materno é mais que alimento. É sinônimo de proteção e saúde. Os anticorpos contidos no leite previnem infecções, diabetes, obesidades e até processos alérgicos, segundo a especialista. O risco de diarreia também é reduzido quando o bebê recebe leite materno como alimento exclusivo.
Melhores sucção e desenvolvimento da fala
Um bebê que mama também exercita corretamente os músculos orofaciais, o que previne problemas ortodônticos, ajuda a desenvolver a fala, a sucção, a deglutição e a ter uma boa respiração. “Por esses e tantos benefícios, o leite materno deve ser o alimento exclusivo até o sexto mês de vida. A mãe pode amamentar até os dois anos de idade ou mais. Já a partir dos seis meses de vida, o bebê já começa a fase de introdução alimentar”, orienta a especialista.
Quando se fala em alimento exclusivo, significa que não há necessidade de dar água ou chá antes dos seis meses de vida. “O leite materno se adapta a todas as circunstâncias, além de ser rico em água. Em dias mais quentes, o bebê mama mais para se hidratar. Logo, não precisa de chá ou água”, diz.
O Ministério da Saúde recomenda que a criança seja amamentada em livre demanda, ou seja, na hora que quiser e quantas vezes quiser. Em geral, um bebê em aleitamento materno exclusivo chega a mamar até 12 vezes ao dia.
Posição correta para mamar
A fisioterapeuta especialista em pós-parto e amamentação Elisangela Santos Uchôa lembra a posição correta para o bebê mamar. “A posição ideal é a barriga do bebê encostada no abdome da mãe. Ele deve ficar com a cabeça olhando para a mãe. No momento da mamada, o bebê precisa abocanhar toda a auréola para evitar fissuras nos mamilos”, descreve Elisangela. Essa posição contribui para evitar hérnia umbilical e refluxo.
Um problema que às vezes acomete as mamães é a lesão no mamilo. A dica para as mulheres é pensar sempre no manejo correto na hora de amamentar. O tratamento mais indicado para essas lesões é o uso do leite materno.
“O próprio leite tem o poder de cicatrização. Em caso de lesões maiores, pode-se aplicar no mamilo uma fina camada de pomada à base de lanolina, que é natural e não precisa ser retirada na hora do bebê mamar”, orienta a enfermeira Natália. Se a lesão for muito intensa, recomenda-se procurar auxílio de uma especialista em amamentação.
Vale lembrar que a mulher deve manter uma alimentação saudável e equilibrada. Apesar de não haver alimentos proibidos, o consumo em excesso de cafeína e alimentos com condimentos, como pimenta, deve ser evitado.
Um alerta: bebida alcóolica deve ser abolida durante a fase da amamentação.
Como atuam as fórmulas infantis?
O bebê pode precisar de fórmula infantil em substituição ou suplementação ao leite materno em algumas situações, como ganho de peso insuficiente que está geralmente ligado a alguma doença gastrointestinal, distúrbio de absorção ou alergia alimentar. Hoje, existem dezenas de fórmulas infantis liberadas, que são indicadas pelo pediatra para evitar deficiências nutricionais no desenvolvimento do bebê e da criança.
As fórmulas infantis são geralmente compostas por uma mistura de nutrientes importantes para o desenvolvimento e crescimento do bebê. A composição pode variar dependendo da marca e do tipo, mas geralmente inclui os seguintes componentes:
Proteínas: atuam no crescimento e desenvolvimento muscular do bebê. As fórmulas infantis geralmente contêm proteínas do leite, proteínas do soro do leite ou proteínas vegetais hidrolisadas.
Carboidratos: são uma fonte importante de energia para o bebê. As fórmulas infantis geralmente contêm carboidratos, como a lactose, o amido de milho ou outros carboidratos simples.
Gorduras: são uma importante fonte de energia e essenciais para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso do bebê. As fórmulas infantis geralmente reúnem uma mistura de gorduras vegetais, como o óleo de palma, óleo de canola e óleo de coco, para fornecer uma mistura de ácidos graxos essenciais.
Vitaminas e minerais: garantem que o bebê esteja recebendo todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento saudável. Esses nutrientes incluem cálcio, ferro, zinco, vitaminas A, C, D, E e K, entre outros.
Além desses componentes, as fórmulas infantis também podem conter outros ingredientes adicionados, como probióticos e prebióticos, que ajudam a promover a saúde intestinal do bebê. É importante lembrar que a escolha da fórmula infantil deve ser feita com orientação médica e preparada e armazenada de acordo com as instruções do fabricante, para garantir a segurança e a qualidade do produto.
Fonte: Guia da Farmacia
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