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O mercado de preservativos no verão

O clima descontraído do verão e do carnaval é propício para as relações sexuais. Não à toa, o mercado de preservativos vive seu melhor momento na temporada mais quente do ano

Os dias de verão, férias, festividades e até o carnaval são o plano perfeito para as pessoas se soltarem, se conhecerem e engatarem um romance. Esse cenário é ideal para que as farmácias se preparem para o aumento da procura de preservativos no ponto de venda (PDV).

O preservativo masculino, também comumente chamado de camisinha, tem crescimento de suas vendas entre 8% e 12% no verão, segundo o diretor comercial da BLAU Farmacêutica – Divisão Farma (detentora da Preserv), Alfredo Maluf. Além disso, 79% das vendas de preservativos são realizadas nas sextas-feiras e sábados, sendo 90% no período da tarde e da noite.

“Justamente no verão, quando as temperaturas são mais altas, as pessoas passam a sair mais, participar de festas, viagens, passeios e estão mais abertas a novos relacionamentos. Nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, temos a combinação da alta temperatura e os períodos de festas de fim de ano e de pré-carnaval”, comenta a gerente de marketing da Blowtex, Veronica Garcia.

Impulsionar as vendas

Para melhorar, ainda mais, as vendas desta época do ano, o canal pode trabalhar com os preservativos não somente em seu ponto natural, mas com cross-merchandising.
O consumidor, geralmente, não realiza somente a compra de preservativos, ela é acompanhada de outros produtos, como balas/chicletes, gel lubrificante, produtos de higiene pessoal e até bebida.
Por isso, a exposição próxima a esses itens ajuda na venda. Espaço no checkout também é muito importante para os produtos mais vendidos e onde se concentra o maior investimento para exposição.
Fonte: gerente de marketing da Blowtex, Veronica Garcia

Pensando nisso, a indústria busca, cada vez mais, inovar e oferecer produtos que atraiam o público. Nos últimos anos, houve um aumento considerável em novos produtos, permitindo que o consumidor tenha benefícios na hora de escolher o que ele necessita como, por exemplo, tamanhos diferenciados, sabores, espessura, textura e até preservativos de não látex.

Os produtos inovadores não são benéficos somente ao usuário, mas para o estabelecimento. Itens especiais tendem a ser mais caros, aumentando o tíquete médio do consumidor e rentabilizando melhor a venda dos preservativos. Para que o shopper seja mais bem impactado, é necessário entender qual o seu perfil e trabalhar os itens de maneira inteligente.

A gerente de marketing da Blowtex explica que a empresa trabalha com dois perfis de consumidores. O primeiro, de 17 a 24 anos de idade, que são antenados, compradores vorazes e têm a internet como fonte de entretenimento e o celular como principal meio de comunicação.

E o segundo, os Millenials, que são os jovens adultos de 25 a 35 anos de idade, focados na carreira, mas não estão focados em dinheiro em um primeiro momento, são conectados, multitarefa e questionadores. São sedentos por experiências e gostam de novidades.

De maneira generalizada, Maluf, da Preserv, complementa dizendo que “mudou muito o perfil do consumidor de preservativos com a tecnologia presente na fabricação de produtos inovadores. Os consumidores querem itens mais finos, com espessuras e tamanhos diferentes”.

Exposição correta

Os homens continuam sendo os maiores consumidores de preservativos no canal. Por isso, os produtos têm sua venda aumentada se colocados na categoria masculina, onde também ficam todos os acessórios para barba, seguidos dos preservativos.

“Porém, não é somente o homem que compra preservativos, as mulheres também compram para a sua segurança e de seu parceiro. Por tanto, tendo a possibilidade de realizar um cross-merchandising na área onde também são vendidos produtos íntimos para mulheres, há uma grande chance de causar uma boa venda”, comenta o diretor da BLAU Farmacêutica.

Mitos x Verdades

Existem pênis grandes demais para o uso da camisinha.
MITO. Existem diversos modelos disponíveis no mercado, portanto, todos os homens podem encontrar a camisinha que mais se adapta ao seu pênis.É possível engravidar usando o preservativo.
DEPENDE. Quando é feito o uso correto do preservativo, ele tem uma eficácia de 98% na prevenção de gravidez indesejada.

A camisinha protege de todas as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).
DEPENDE. A base do pênis e a área externa da vagina não ficam protegidas pela camisinha, então o contato entre as partes pode causar a contaminação por alguma doença presente na área. Ao mesmo tempo, o preservativo é a melhor e mais acessível escolha quando se fala em proteção contra doenças.

O risco de o preservativo estourar é grande.
MITO. Se usado corretamente, o preservativo não se romperá. Para isso, o consumidor deve seguir as instruções de uso corretamente.

Camisinha tem data de validade.
VERDADE. Em sua embalagem, é inserido um prazo máximo para sua utilização. Após essa data, a sua eficácia deixa de ser tão alta e as chances do produto romper durante o sexo é maior.

A camisinha é o único método contraceptivo que também previne contra DSTs.
VERDADE. Apesar dos inúmeros contraceptivos que se mostram extremamente eficazes contra a gravidez, o único que previne contra as infecções sexualmente transmissíveis é a camisinha, tanto a masculina quanto a feminina.

A camisinha pode ser guardada em qualquer lugar.
MITO. A fim de investir em sua melhor conservação, é indicado que o preservativo seja mantido longe da umidade e do calor excessivo. É necessário evitar manter o produto amassado ou dobrado, além de não deixá-lo armazenado por muito tempo em carteiras, bolsas e porta-luvas de carro, por exemplo.

Fonte: DKT do Brasil

De acordo com a consultora especializada em varejo farmacêutico, Silvia Osso, uma excelente arrumação dentro do segmento de preservativos permite que se consiga observar com mais tempo a variedade existente. A organização deve começar com acessórios correlatos, como os géis lubrificantes íntimos, produtos de higiene pessoal íntima, diversão erótica, seguidos dos preservativos.

Entre os itens, deve-se observar o alinhamento por marcas, pois a compra está baseada na confiança do produto. O segundo momento de compra é sobre o benefício, pois o cliente procura por produtos que também tragam alguma sensação a mais. Portanto, a arrumação deve seguir por grupos de benefícios: clássicos, diversão, tamanhos, sensações e texturas.

“É importante destacar que a maioria das pessoas que os compram quer ter certa privacidade para olhar e ler os seus benefícios, portanto não se aconselha a presença dessa categoria muito próxima da caixa de entrada ou no checkout. No caixa, devem ficar apenas os produtos de altíssimo giro, que são objeto de compra por impulso”, finaliza Silvia.

Foto: Shutterstock

Protagonistas do consumo

Edição 303 - 2018-02-01 Protagonistas do consumo

Essa matéria faz parte da Edição 303 da Revista Guia da Farmácia.