Tratamento oral para câncer de mama metastático requer atenção

Principais elos da oncologia alertam sobre a necessidade de se explorar melhor o potencial de impacto do tratamento oral para câncer de mama metastático

O impacto positivo que os tratamentos orais podem trazer para a qualidade de vida dos pacientes com câncer de mama metastático foi um dos destaques de um dos simpósios da edição 2019 do Todos Juntos Contra o Câncer, realizado entre os dias 3 e 5 de setembro, em São Paulo (SP). O evento contou com mais de três mil participantes, 150 palestrantes e, dentre vários temas relevantes, abordou as principais questões que envolvem o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo. Assim, atrás apenas do de pele não melanoma, correspondendo a cerca de 25% dos novos casos a cada ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Para repercutir o assunto, foi organizada uma mesa composta por médico especialista em oncologia, representantes de associações de pacientes e com a participação de quem têm a doença. A mesa apontou para um caminho unânime em relação aos tratamentos orais de última geração para o câncer de mama metastático no Brasil. Esse cainho é compreender o potencial desse tipo de terapia. Assim, o desafio agora é discutir os mecanismos para ampliar o acesso.

Nesse contexto, o debate foi guiado pela necessidade que todos os envolvidos no processo, cheguem a um mesmo nível de entendimento sobre como evoluir na atualização de parâmetros, bem como políticas públicas que possam, nos âmbitos público e privado, aproveitar o grande potencial das novas terapias em prol de um nicho cada vez maior de pacientes.

Sobre o câncer de mama metastático

O câncer de mama é causado pela multiplicação desordenada de células da mama, processo que gera a multiplicação de células anormais, formando um tumor. Pelo fato de existirem vários tipos de câncer de mama, a doença pode evoluir de diferentes formas. Apesar de ser mais comum em mulheres, o câncer de mama pode acometer pelos menos 1% dos homens. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a característica própria de cada tumor.

No Brasil, esse percentual chega a 29%. Em 2018, a estimativa de incidência do câncer de mama foi de 59.700 novos casos. Ainda de acordo com o INCA, a doença é mais comum na região Sul do país, seguido pelo Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Foto: Shutterstock
Fonte: Eli Lilly and Company

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