Vacina da Pfizer deve chegar ao Brasil até março

Há grandes chances da vacina da Pfizer contra a Covid-19 chegar no Brasil ainda no primeiro trimestre do ano. A farmacêutica não revelou os preços das doses

A vacina desenvolvida pela Pfizer contra a Covid-19 deve estar disponível já para uso no Brasil no 1º trimestre do ano que vem, segundo o presidente da farmacêutica no País, Carlos Murillo.

Segundo ele, as negociações com o governo brasileiro estão avançadas e a farmacêutica apresentou uma solução parcial para o problema logístico de armazenamento e distribuição da vacina.

O imunizante demanda um armazenamento a temperaturas de – 70 graus celsius, o que poderia inviabilizar o seu uso no País.

Segundo o executivo, já foi apresentada ao governo brasileiro uma embalagem especial, com gelo seco, capaz de manter o imunizante na temperatura correta durante 15 dias.

Contudo, após o descongelamento, o produto se mantém estável por mais cinco dias em refrigeradores comuns.

Parceria

A vacina desenvolvida pela Pfizer e a empresa de biotecnologia BioNTech apresentou eficácia de mais de 90% em proteger as pessoas contra o novo coronavírus na comparação com um placebo, conforme análise preliminar  divulgada esta semana, feita por um comitê de monitoramento independente do ensaio clínico.

O presidente da Pfizer, Carlos Murillo, disse que a empresa investiu US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,9 bilhões) no desenvolvimento da nova vacina.

A farmacêutica não revelou os preços que cobrará por cada dose, mas Murillo afirmou que a empresa está praticando três valores: um para Estados Unidos e Europa, outro para países em desenvolvimento como o Brasil e um terceiro para países subdesenvolvidos.

Vacina pode acabar com a pandemia, diz cientistas

Em entrevista ao jornal The Guardian, o cientista Uğur Şahin, presidente-executivo da BioNTech, disse estar otimista em relação à vacina e acredita que ela pode acabar com a pandemia. “Se a questão é se podemos deter essa pandemia com essa vacina, então minha resposta é: sim, porque acredito que mesmo a proteção apenas contra infecções sintomáticas terá um efeito dramático”, afirmou.

Apesar do resultado inicial animador, a falta de um conjunto de dados mais completos dos ensaios clínicos deixa dúvidas sobre se o produto também é eficaz para pessoas com infecções assintomáticas.

O cientista comentou também que a experiência da Pfizer com vacinas para o mercado de massa e a ação rápida das autoridades regulatórias ajudaram a acelerar o processo de desenvolvimento do imunizante para 10 meses, em vez de anos.

9 dúvidas sobre a vacina da Pfizer contra a Covid-19 

Fonte: Estadão

Foto: Shutterstock

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