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Vacina de Oxford contra Covid é segura para idosos e provoca resposta imune

A vacina da Universidade de Oxford junto com a AstraZeneca é uma das quatro que estão em testes de fase 3 no Brasil

A vacina produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca contra a Covid-19 mostrou segurança e induziu “uma forte resposta imune” em idosos durante a fase 2 de testes, aponta um estudo publicado hoje, 19 de novembro, na revista científica “The Lancet”, uma das mais importantes do mundo. A vacina é uma das quatro que estão em testes de fase 3 no Brasil.

Os resultados preliminares dos testes já haviam sido divulgados no final de outubro, mas a publicação na revista significa que eles foram validados por outros cientistas (passaram pela chamada “revisão por pares”, ou “peer review”, em inglês). Esse passo é necessário para que qualquer estudo científico seja publicado em uma revista.

A vacina, cujo nome oficial é ChAdOx1 nCoV-19 (ou AZD1222), foi testada em 560 participantes, incluindo 240 pessoas com mais de 70 anos. A fase 2 dos testes verifica a segurança e a capacidade do imunizante de gerar uma resposta do sistema de defesa. Normalmente, ela é feita com centenas de voluntários.

“As respostas robustas de anticorpos e células T vistas em pessoas mais velhas em nosso estudo são encorajadoras. Esperamos que isso signifique que nossa vacina ajudará a proteger algumas das pessoas mais vulneráveis da sociedade, mas mais pesquisas serão necessárias antes que possamos ter certeza.”

Destaques do estudo

  • O estudo de fase 2 foi feito no Reino Unido e envolveu 560 adultos saudáveis – 160 com idades entre 18 e 55 anos, 160 com idades entre 56 e 69 anos e 240 com 70 anos ou mais.
  • Resultados mostram que a vacina é melhor tolerada em pessoas mais velhas em comparação com adultos mais jovens.
  • A vacina produz uma resposta imune semelhante em idosos e adultos jovens.
  • As reações adversas foram leves. As mais comuns foram: dor no local da injeção, fadiga, dor de cabeça, febre e dor muscular.
  • Os efeitos adversos foram menos comuns em idosos do que em adultos mais jovens.

Terceira fase de testes

Atualmente, a vacina de Oxford está na terceira e última fase de testes na Inglaterra, Índia, Brasil, África do Sul e Estados Unidos.

No entanto, em setembro, a AstraZeneca interrompeu os testes globais da vacina para investigar um participante que desenvolveu uma forma de inflamação chamada mielite transversa.

Outras três vacinas em fase 3 de ensaios clínicos também estão sendo testadas no Brasil: Pfizer/BioNTech, Sinovac (CoronaVac) e Johnson & Johnson.

Fonte: G1

Foto: Shutterstock

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