Combinar 1ª dose da AstraZeneca com 2ª da vacina da Pfizer é eficaz contra Covid-19

Estudo foi realizado na Dinamarca e não testou a proteção contra variante Delta. No Brasil, mistura de vacinas tem sido feita com grávidas

A combinação da primeira dose da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca com uma segunda dose de imunizantes de RNA mensageiro (RNAm), como os produzidos por Pfizer/BioNTech ou Moderna, fornece “boa proteção “, disse na última segunda-feira (3) o Instituto Estadual de Soro (SSI) da Dinamarca.

Um número crescente de países está procurando mudar para diferentes vacinas Covid-19 para as segundas doses, medida particularmente necessária na Dinamarca após as autoridades de saúde descontinuarem as inoculações com a vacina da AstraZeneca em abril, em função de raros efeitos colaterais.

Mas a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), além de outras autoridades do setor, já afirmaram que os benefícios superam os riscos no caso da vacina da AstraZeneca.

No Brasil, o imunizante só não é recomendado para grupos específicos, como gestantes.

A restrição foi adotada após a morte de uma grávida no Rio que havia recebido uma dose da AstraZeneca no dia anterior.

Para as gestantes que já haviam tomado o imunizante da farmacêutica anglo-sueca.

A recomendação do Ministério da Saúde (MS) foi justamente combinar com uma segunda injeção da Pfizer.

A saber, a vacina da Moderna não é aplicada no Brasil.

Na Dinamarca, mais de 144 mil pessoas, a maioria funcionários da linha de frente no setor de saúde e idosos, receberam sua primeira injeção com a vacina da AstraZeneca.

Todavia,  foram posteriormente vacinados com as vacinas da Pfizer/BioNTech ou Moderna.

“O estudo mostra que quatorze dias após um programa de vacinação combinado, o risco de infecção com SARS-CoV-2 é reduzido em 88% em comparação com indivíduos não vacinados”, disse o Instituto Estadual de Soro.

Essa é uma “alta eficácia”, acrescentou o SSI, comparável à taxa de eficácia de 90% de duas doses da vacina da Pfizer/BioNTech, confirmada em outro estudo dinamarquês.

Publicado na semana passada, o estudo abrangeu um período de mais de cinco meses entre fevereiro e junho.

Ou seja, em período em que a variante Alfa do coronavírus, identificada originalmente no Reino Unido, foi predominante.

Variante Delta

No entanto, não foi possível concluir se a mesma proteção se aplica à variante Delta, que é agora a mais difundida na Dinamarca, em outros países da Europa e nos Estados Unidos, país em que, segundo a plataforma Our World in Data, a Delta já corresponde a mais de 90% dos casos.

No Brasil, essa cepa não é a dominante, no entanto, preocupa especialistas.

Identificada originalmente na Índia, a Delta é mais transmissível e tem freado planos de reabertura no exterior.

Fonte: Estadão

Foto: Shutterstock

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