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EMS investe na transformação digital da companhia

Confira os planos da companhia para o segundo semestre

O laboratório EMS, que fechou 2019 com R$ 13,4 bilhões de faturamento e 556 milhões de unidades comercializadas (IQVIA – MAT Dez 2019), tem apresentado um histórico de destacada taxa anual de crescimento e pretende continuar expandindo seus negócios de maneira acelerada. “Para isso, temos investido fortemente em infraestrutura fabril, aumentando nossa capacidade produtiva, e em inovação”, explicou o vice-presidente Institucional da EMS, Marcus Sanchez.

A EMS conquistou, em 2019, o registro de mais um produto inovador – fruto de seus trabalhos em pesquisa clínica iniciados em 2012. O “Nivux” é um medicamento anti-inflamatório em conjunto com a ação gastroprotetora de um inibidor de bomba de prótons, uma associação de nimesulida com pantoprazol. Essa formulação promete atuar no combate à inflamação e na proteção gástrica simultaneamente. Todo o projeto de “Nivux” foi desenvolvido no Brasil, pelo P&D da EMS e pela área de pesquisa clínica.

“As ações executadas ao longo dos últimos anos contribuem para o crescimento constante da empresa. Entre 2012 e 2017, mais de R$ 800 milhões foram direcionados ao parque fabril da companhia, no maior plano de expansão de sua história, assim, preparando a empresa para continuar atendendo à crescente demanda do mercado nos anos seguintes. Em 2018, a EMS apostou na Indústria 4.0 para continuar otimizando e aprimorando seus produtos e processos. O laboratório orgulha-se de, mais uma vez, ter sido a primeira farmacêutica – e empresa da área de saúde – da América Latina a se lançar na Indústria 4.0”, pontuou Sanchez.

laboratório EMS

Impacto da pandemia

O laboratório entende que a pandemia também afetará o mercado farmacêutico, mas de uma maneira diferente dos outros setores. “O setor farmacêutico, de maneira geral, costuma ser bastante resistente diante de contextos desafiadores, porém, também será impactado no pós-Covid-19, como ocorrerá em todos os setores. A indústria farmacêutica já apresentou, em maio, uma queda de demanda em torno de 15%, ocasionada, principalmente, pela diminuição na busca de medicamentos desde abril. Por conta da pandemia, as pessoas mudaram a rotina de consultas médicas. E esse consumo não tende a se normalizar até que ocorra, de fato, a ‘reabertura da sociedade’”, explicou o executivo.

“Além disso, o congelamento do preço dos medicamentos, que é regulado e foi adiado de abril para junho, e a imprevisibilidade referente à alta do dólar impactam nos resultados da nossa indústria, especialmente no que tange à oferta diminuída dos insumos farmacêuticos e à questão do valor pago por tais matérias-primas, que são, em sua quase totalidade, importadas. A empresa já participa de debates importantes com outros players do setor sobre diversos assuntos, entre eles, a criação de uma política de nacionalização de insumos. A pandemia tem nos mostrado que essas discussões precisam se intensificar. Acreditamos que sairemos mais fortes e preparados desta situação que afeta o mundo todo. Como indústria farmacêutica, seguimos também com a nossa responsabilidade de atuar com ainda mais afinco para que as pessoas tenham acesso a medicamentos essenciais hoje e no futuro”, ressaltou Sanchez.

Planos para 2020

Entretanto, a EMS manteve seu planejamento para 2020, ano em que iniciaram as obras de uma nova planta de oncológicos injetáveis. “Alguns processos que já estavam em andamento tiveram suas execuções aceleradas por conta da nova realidade de isolamento social, como é o caso da propaganda médica digital, que acabou sendo antecipada e implementada em um tempo recorde, tendo recebido aporte de R$ 500 mil em investimentos. Em parceria com a Close-Up, auditoria mundial da área de Prescrição Médica, a nova visitação médica eletrônica permite ao propagandista apresentar ao profissional de saúde as novidades da farmacêutica sem nenhum dos dois precisar se deslocar, assim, conferindo um novo ritmo ao processo com um todo. A ferramenta foi customizada pela e para a empresa e é integrada ao sistema já utilizado pelo laboratório para gestão das visitas físicas. Assim, permitindo que as ações se complementem, de modo que os formatos digital e presencial passem a coexistir, em um modelo híbrido e inovador de abordagem em propaganda médica no Brasil. O ambiente virtual pode ser acessado por meio de qualquer dispositivo com conexão de internet e já está em uso por gerentes distritais e regionais da EMS”, contou Sanchez.

No sistema, cada “visita” gera um código individual e o médico só consegue acessar a sala de conferência com o propagandista por meio dessa “chave de entrada” única. Novas abordagens de comunicação, oferecendo conteúdos que despertem o interesse do médico e criem maior engajamento, são uma parte das mudanças que ocorrerão com essa nova plataforma. Desse modo, a expectativa é aumentar o alcance do laboratório, que hoje atinge entre 30% e 40% dos 530 mil médicos do País. De acordo com o executivo, com esse novo modelo de trabalho, a média de visitas médicas por mês deve aumentar em 20%.

Complexo Hortolândia

Portfólio EMS

A EMS conta hoje com mais de 2,6 mil apresentações de produtos, atendendo a diferentes classes terapêuticas; e atua em diferentes áreas, como prescrição médica, que corresponde a 43% do negócio do laboratório; genéricos, com 35% de participação; e as frentes OTC, hospitalar e marcas, que representam, juntas, 22% do faturamento.

Para este ano, o laboratório antecipou o lançamento da sua campanha institucional, que busca retratar a inovação, o investimento em tecnologia e o desenvolvimento constante de novos medicamentos pela empresa; e de campanhas de produtos importantes, como:
– Gerovital, um complexo polivitamínico com o poder do ginseng, que promete prevenir e recuperar a fadiga física e mental, além de ajudar a fortalecer o sistema imunológico.
– Lacday, produto utilizado para a intolerância à lactose.

Parque fabril EMS

Hoje, o complexo industrial da EMS está localizado na cidade de Hortolândia (SP), junto com seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e também a unidade de embalagem de medicamentos sólidos. Além disso, a empresa possui unidades produtivas em Manaus (AM), Jaguariúna (SP) e Brasília (DF). A capacidade produtiva instalada da EMS é de 1 bilhão de unidades (caixas de medicamentos/ano).

Contudo, com o novo coronavírus, algumas mudanças ocorreram nas fábricas. A EMS manteve suas atividades desde o início da pandemia, porém diversas medidas foram necessárias para garantir a produção e o abastecimento de medicamentos à população brasileira e, ao mesmo tempo, a segurança dos seus colaboradores.

“Algumas dessas medidas são: a duplicação do número de fretados para que os usuários consigam respeitar o espaçamento mínimo necessário entre si nos trajetos de ida e volta; a aferição de temperatura diariamente na entrada da empresa; o fornecimento de máscaras e álcool em gel (que se tornaram itens essenciais e obrigatórios para todos na empresa) nos três turnos; a escala no horário de refeições, evitando-se aglomerações e aumentando o espaçamento entre as cadeiras no restaurante; a demarcação de lugares, com distanciamentos entre eles, na lanchonete interna e na área de descanso; bem como a adoção de home office para aqueles do grupos de risco e, ainda, para muitos que poderiam executar as suas atividades remotamente nas áreas administrativa, comercial e técnica, entre outras ações”, explicou Sanchez.

Transformação digital

De acordo com o executivo, a empresa também tem passado por um acelerado processo de transformação digital com a adoção do trabalho remoto e de reuniões virtuais; com ações de telemedicina e teleconsulta; e com o modelo híbrido de propaganda médica presencial e virtual. “Também estamos intensificando os processos de educação contínua por meio da nossa Universidade Corporativa (UCNC), com módulos de e-learning muito mais abrangentes. Além disso, novas necessidades já foram também mapeadas e serão colocadas em prática nos próximos meses. Na EMS, é de 100% a adesão ao pensamento de responsabilidade aliada ao ato de cuidar e promover saúde” concluiu o executivo.

 

Com mais de 55 anos de história e mais de cinco mil colaboradores, a EMS, atua nos segmentos de prescrição médica, genéricos, medicamentos de marca, OTC e hospitalar, fabricando produtos para praticamente todas as áreas da medicina. A EMS exporta para mais de 40 países.

 

Fonte: Guia da Farmácia

Fotos: EMS

 

 

Sobre o colunista

Victoria Nascimento

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