Ministério da Saúde: vacinação poderá começar entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro

A data para a vacinação contra a Covid-19 depende de muitos fatores, como autorizações pela Anvisa, logística e fornecimento das doses por parte dos fabricantes

O Ministério da Saúde (MS) afirmou na última terça-feira (29) que pretende dar início ao processo de vacinação contra a Covid-19 no Brasil entre o final de janeiro e início de fevereiro.

A pasta salientou, porém, que é necessário que os fabricantes dos imunizantes obtenham, assim, o registro das vacinas na  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial ou regular.

O secretário-executivo, Élcio Franco, reforçou, em coletiva, que o Ministério planeja, “na melhor das hipóteses”, começar a vacinação em 20 de janeiro de 2021.

De acordo com ele, o prazo mais longo seria a partir de 10 de fevereiro.

A data depende de uma série de fatores, como autorizações pela Anvisa, logística e fornecimento das doses por parte dos fabricantes, completou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

Plano Nacional de vacinação

“O Ministério da Saúde enquanto Ministério da Saúde tem feito a sua parte, fizemos o plano [nacional de imunização], estamos com a operacionalização pronta, nos preparando para esse grande dia, mas precisamos que os laboratórios solicitem o registro e que a vacina seja entregue para que possamos distribuir“.

Franco apontou ainda que a pasta não seleciona uma vacina “A ou B” segundo o país de origem.

“Todas elas com a garantia de segurança e eficácia nos interessam”, disse. 

Ele ressaltou, contudo, que só por meio da imunização será possível um retorno às atividades com segurança.

E também pregou a necessidade de esclarecimentos corretos sobre as vacinas e a vacinação para não amedrontar a população nem desmotivar os que trabalham nesse sentido.

Data prevista para a vacinação 

O governo de São Paulo já marcou o início da vacinação para o dia 25 de janeiro.

Esta data foi mantida apesar do atraso da divulgação dos dados oficias da Fase 3 da CoronaVac na semana passada.

Até o momento, nenhum laboratório solicitou à Anvisa a autorização para o uso emergencial de vacinas no Brasil.

Dessa maneira, o governo federal prevê serem necessárias 108 milhões de doses de vacina para os grupos prioritários.

O MS considera que o Brasil já “garantiu” o acesso a 300 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 por meio de acordo com:

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)/AstraZeneca (100,4 milhões de doses até julho/2021 mais 30 milhões de doses por mês no segundo semestre); e também o consórcio Covax Facility (42,5 milhões de doses); e a empresa farmacêutica Pfizer (70 milhões de doses).

5,8 milhões de doses de cloroquina distribuídas

Assim, Franco afirmou que o ministério teve dotação de R$ 198,1 bilhões em 2020.

Foram R$ 133,9 bilhões previstos na Lei Orçamentária Anual mais R$ 64,2 bilhões de créditos extraordinários para o combate à Covid-19.

Ele citou, também, ações da pasta para a disponibilidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e equipamentos, além da compra de medicamentos para intubação.

O secretário-executivo disse ainda que foram distribuídos, até o momento, 5,8 milhões de unidades de cloroquina e 302 mil unidades de hidroxicloroquina de acordo com demandas dos estados.

No entanto, nenhum dos dois medicamentos tem efeito comprovado contra a Covid-19.

Também foram distribuídos 21 milhões de unidades de Oseltamivir, voltado ao combate da gripe H1N1.

Anvisa certifica Pfizer, uma das produtoras da vacina contra a Covid-19 

Fonte: UOL

Foto: Shutterstock

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