Gestão de qualidade eficiente

Para satisfazer o cliente, é preciso usar ferramentas a fim de prevenir e corrigir possíveis erros

Um dos desafios e desejos no segmento de logística e transporte é o reconhecimento da eficiência do serviço prestado. Para se atingir a eficiência, a alta qualidade é um pré-requisito. No entanto, é necessário que haja integração entre os setores da empresa e que essa cadeia de suprimentos trabalhe de forma coordenada. 

Satisfazer o cliente, prevenindo e recuperando defeitos e possíveis desvios, é missão da qualidade, e ações corretivas e preventivas podem ser utilizadas como ferramentas para a melhoria contínua.

Na área da qualidade, é possível identificarmos as não conformidades que, segundo a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 16 de março de 2013, são um não atendimento a um determinado requisito previamente especificado, ou seja, estão relacionadas a processos que geram resultados insatisfatórios ou um produto que não atenda a todas as exigências e características técnicas necessárias para seu uso. 

A não conformidade é um resultado indesejado, porém, a possibilidade da identificação assertiva do motivo desta ocorrência pode representar, por meio de medidas corretivas, a melhoria de um processo, o desenvolvimento dos profissionais envolvidos e a melhoria do relacionamento com o cliente.

A ação preventiva caracteriza-se por atitudes tomadas para garantir que uma potencial falha não venha a ocorrer; aquela, quando identificada, é extremamente vista com bons olhos, afinal, melhor do que conseguir consertar uma falha é evitar que ela ocorra.

São características de uma gestão de qualidade eficiente: resultados de trabalho previsível, organização no ambiente de trabalho, revisão e melhoria dos procedimentos internos, redução de desvios internos, melhoria da rotina de trabalho, maior participação dos funcionários e melhoria do relacionamento com o cliente.

A qualidade precisa ser administrada, e não há outra forma de prestar este serviço a não ser pela conscientização das pessoas, pois, por meio delas, identificaremos a causa das ocorrências e as ações corretivas para as mesmas e, para esse sucesso, é fundamental que haja comprometimento de todos envolvidos, desde a alta direção até os auxiliares, gerando assim uma liderança eficaz, um bom trabalho em equipe, qualidade e eficiência no serviço prestado. 

O que vai para a Cesta?

Edição 271 - 2015-06-01 O que vai para a Cesta?

Essa matéria faz parte da Edição 271 da Revista Guia da Farmácia.

Sobre o autor

Talita Cabrera

Farmacêutica do Departamento de Qualidade da Ativa Logística.