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Saúde adquire 15 mil respiradores

Aparelho chega ao Brasil nas próximas semanas e vai auxiliar no tratamento de pacientes graves. Investimento é de R$ 1 bilhão

O Ministério da Saúde adquiriu 15 mil respiradores mecânicos, no valor de US$ 13 mil cada, com investimento de R$ 1 bilhão. Após a assinatura do contrato, no final de março, a empresa tem até 30 dias para entregar os equipamentos no Brasil. Os ventiladores ajudam pacientes que não conseguem respirar sozinhos e seu uso é indicado nos casos graves de coronavírus (Covid-19), que apresentam dificuldades respiratórias. O Ministério da Saúde também tem mantido diálogo permanente com produtores brasileiros de respiradores para garantir a oferta no país.

“Também temos produção nacional. Contratamos respiradores que vão ser produzidos no Brasil. Essas empresas vão começar a fazer entregas semanais. Vamos ficar com esses respiradores no nosso centro de distribuição e o alocaremos rapidamente nos locais que tiverem necessidade porque a capacidade instalada chegou perto do seu limite. Se houver diminuição de pacientes nestes locais, poderemos transferir os equipamentos de um local para o outro, na medida em que for necessário”, explicou o Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

Nos casos graves, a Covid-19 pode provocar pneumonia, produzindo um processo inflamatório que atinge os pulmões. Isso fazendo com que os pacientes percam a capacidade respiratória e, portanto, necessitando de suporte ventilatório. Assim, os respiradores, ou ventiladores, são fundamentais para tratar casos graves e gravíssimos da doença. Normalmente, esses equipamentos estão disponíveis apenas em leitos de unidades de terapia intensiva (UTI).

Atualmente, o Brasil possui cerca de 65 mil respiradores, sendo que pouco mais de 46 mil estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Além disso, o Ministério da Saúde está adquirindo ainda leitos de UTI volantes, que podem ser instalados rapidamente na rede pública de saúde para enfrentamento da emergência do coronavírus sempre que houver necessidade. Nestes leitos, estão incluídos mais respiradores para ajudar na recuperação de pacientes.

Entenda o uso dos respiradores na pandemia do novo coronavírus

Dificuldade para respirar é um dos principais sintomas do novo coronavírus, isso porque os receptores pulmonares são atacados pelo COVID-19, que uma vez presenta nas células do pulmão, obriga essas mesmas células a funcionarem a seu favor, o que provoca nos doentes a falta de ar e, dependendo da gravidade do caso, demanda cuidados respiratórios intensivos. Nos leitos das Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), problemas pulmonares são tratados, entre outras formas, com respiradores, especialmente em quadros delicados.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil tem 65.411 respirados, mas somente 61.219 estão adequados para o uso, e a maioria dos aparelhos se concentra na rede pública de saúde. O professor Marcelo Fernandes, especialista na área de Fisioterapia Respiratória da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) explicou que os respiradores são responsáveis por facilitar a respiração de pacientes com os pulmões comprometidos.

Fernandes esclarece que o aparelho pode ser comparado a um computador, porque faz a gerência de vários parâmetros, que varia de acordo com a necessidade de cada paciente. “O respirador deve ser ligado à tomada e, ao mesmo tempo, em uma rede de gases oxigênio e nitrogênio. Uma mistura entre esses dois gases é feita pela máquina”, completa o especialista.

Sob uma pressão controlada, para não gerar trauma nos pulmões, o gás é injetado no órgão respiratório da pessoa doente. Conforme há melhora no quadro, é feito o desmame, ou seja, a redução de parâmetros, como a quantidade de oxigênio e pressão. Assim, permitindo que o paciente, aos poucos, voltar a respirar sozinho. O manejo e o controle desses parâmetros é feito por médicos intensivistas e fisioterapeutas da área respiratória.

“Vale ressaltar a importância da adoção de estratégias para oferecer respiradores, em maior escala, em um eventual aumento de casos graves da doença”, encerra Fernandes.

Foto: Shutterstock

Fonte: Ministério da Saúde e Universidade Presbiteriana Mackenzie

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