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Seringas Preenchidas : Selecionando a Embalagem Primária Correta para Medicamentos Injetáveis no Tratamento Intensivo

Compreender as necessidades não atendidas dos hospitais e centros de tratamento é crucial para o fornecimento de soluções relevantes.

Compreender as necessidades não atendidas dos hospitais e centros de tratamento é crucial para o fornecimento de soluções relevantes. No caso do tratamento intensivo, há preocupações relacionadas à segurança dos pacientes em todo o espectro da administração de medicamentos. Especificamente neste contexto, onde frequentemente as decisões são tomadas sob pressão, as taxas de erro podem atingir níveis consideravelmente altos.1 Esses erros resultam da escassez de recursos ou da falha básica de um produto médico. Coletivamente, os erros na administração dos medicamentos geram desafios para a manutenção da segurança ideal do paciente e do profissional de saúde, e podem elevar os custos operacionais clínicos. Abaixo, discutimos como as diferenças nas opções de embalagens primárias para medicamentos injetáveis podem agregar valor, oferecendo aos hospitais e centros de assistência configurações para solucionar problemas universais.

Eventos adversos a medicamentos injetáveis são perigosos e onerosos

 

Tanto a redução dos erros médicos, como dos eventos adversos a medicamentos (EAMs), são objetivos de todo o ecossistema de saúde. Atualmente, quase 5% dos pacientes hospitalizados sofrem um EAM relacionado a medicamento.2 Destes, apenas os EAMs causados por injeções causam entre U$2,7 e U$5,1 bilhões de custos anuais evitáveis para os pagadores do sistema de saúde dos EUA. Em média, isso gera custos anuais adicionais de U$600 mil para cada hospital nos EUA, e U$72 mil adicionais em responsabilidade profissional médica por hospital.3 Os mais altos índices de erro foram notificados na administração de medicações intravenosas devido à sua maior complexidade e, de acordo com estudos, podem estar presentes aproximadamente 50% das injeções aplicadas.1 Esses erros de administração de medicamentos são perigosos e dispendiosos, e poderiam ser minimizados com o uso de embalagens primárias que melhorem o fluxo de trabalho, reduzam o risco de contaminação e diminuam a exposição a perfurocortantes.

 

A reutilização de material é uma prática arriscada, mas comum4

 

A reutilização de seringas, frascos ou ampolas é uma prática existente arriscada, que pode resultar em contaminação. Em 2012 houve uma ação coletiva contra várias clínicas de endoscopia no estado de Nevada, nos EUA, por estarem causando a contaminação cruzada em pacientes com Hepatite C. Descobriu-se que a causa desse problema estava ligada à reutilização dos frascos de medicamentos entre os pacientes.5 Os dois fabricantes que forneceram o medicamento em questão também foram considerados responsáveis, pois deduziu-se que os frascos contendo várias doses do medicamento induziam sua reutilização, e as advertências presentes nos rótulos e na bula foram consideradas inadequadas.4

Um estudo do centro de imagens demonstra 80% da reutilização de meios de contraste em frascos
comparado a menos de 1% em Seringas Preenchíveis (PFS)8

 

Dados da Holanda sugerem que entre 9% e 22% das infusões agudas contêm algum nível de contaminação microbiana, sendo que 1% a 3% delas resultam em infecções e em períodos de internação prolongada.6 O estudo mostrou que a utilização de seringas preenchidas em vez de frascos reduziu o risco de contaminação, antes estipulado entre 9% a 22%, para 4%.6  Apesar dos riscos associados à reutilização, um relatório de 2017 demonstrou que mais de 50% dos(as) enfermeiros(as) entrevistados(as) admitem reutilizar frascos com múltiplas doses entre pacientes, e quase 25% admitem usar a mesma agulha para acessar novamente o frasco para o mesmo paciente. Também foi relatado que, no contexto oncológico, aproximadamente 20% dos oncologistas aceitam a prática da reutilização de frascos, garrafas e bolsas entre os pacientes.7 Similarmente, um estudo focado na reutilização de frascos em um contexto de anestesia mostrou que aproximadamente 80% dos frascos de um meio de contraste eram reutilizados entre os pacientes8. Ao mesmo tempo, este mesmo estudo mostrou que a reutilização caia para menos de 1% quando o medicamento era fornecido ao anestesista na forma de uma seringa preenchida (PFS) (Figura 1). Estes são exemplos claros de que o fornecimento de medicamentos na forma “pronta-para-uso” pode ajudar a reduzir o reuso de frascos ou seringas entre os pacientes, a reduzir a contaminação cruzada e a aumentar a segurança do procedimento.

 

Em um estudo pediátrico, os erros de dosagem foram reduzidos de 31, com os frascos, para 5, com as seringas preenchidas (PFS).9 Os erros graves caíram de 20 para 0.

 

Seringas preenchidas são mais seguras para pacientes e profissionais de saúde

 

Erros na preparação da dosagem com uma seringa ou frasco são bastante comuns e podem ocorrer pela preparação do medicamento incorreto ou da dose errada.6 Embora alguns causem efeitos mínimos, erros críticos na dosagem podem causar problemas graves e até a morte. Um estudo de 2015 avaliou a taxa total de erros de dosagem em frascos, comparada ao uso de seringas preenchidas (PFS) (Figura 2)9, e constatou que 22% das doses preparadas em frascos resultaram em pelo menos um erro de dosagem, sendo que dois-terços eram erros graves de superdosagem ou subdosagem do paciente. Em contrapartida, apenas 4% das seringas preenchidas resultaram em alguma ocorrência com erro de dosagem, e nenhum foi considerado grave. Com o uso de seringas preenchidas em lugar dos frascos, o hospital conseguiu comprovar a total eliminação dos erros graves e uma redução significativa nos erros não graves. Além disso, em relação à segurança, uma meta-análise de 2016 com 36 estudos concluiu que os acidentes com perfurocortantes envolvendo profissionais da saúde tiveram grande redução com a utilização das seringas preenchidas, em vez de frascos e ampolas. As soluções em seringas preenchidas são reconhecidamente mais seguras para uso em pacientes e profissionais de saúde.

 

Seringas preenchidas reduzem a carga de trabalho e os custos com o desperdício de medicamentos

 

Como todos os negócios, os hospitais procuram reduzir os custos tanto quanto possível. Os custos com mão-de-obra   e o desperdício de medicamentos são duas áreas onde a administração correta do medicamento pode impactar o seu resultado final. Por exemplo: Nos EUA os pacientes das unidades médica e cirúrgica recebem em média 10 injeções diárias.10 Os produtos em seringas preenchidas (PFS) mostraram uma redução significativa no tempo de preparação e administração (Figura 3).11 Em um hospital com uma média 150 leitos, se 10 injeções diárias forem aplicadas em cada paciente em seringas preenchidas em vez de frascos ou ampolas, o hospital poderá economizar 14.600 horas por ano, ou U$420 mil em custos com mão-de-obra. Da mesma forma, um estudo de 2016 sobre o uso de medicamentos para anestesia mostrou que o desperdício de medicamentos em frascos descartados custa às instituições aproximadamente U$200 mil ao ano.12 Este custo foi eliminado através do uso de seringas preenchidas e pré-embaladas. Similarmente, um estudo da unidade obstétrica de uma universidade francesa comparou o desperdício de medicamentos em ampolas e em seringas preenchidas. Descobriram que a substituição para as seringas preenchidas para um dos medicamentos mais utilizados resultou na redução de 17% no desperdício de medicamentos, ou uma economia de U$0,55 por paciente.13 Por fim, foi feita uma análise do impacto no orçamento pelos hospitais franceses comparando a PFS aos métodos de administração tradicionais, considerando os erros de medicação e o desperdício de medicamentos. Avaliando apenas um medicamento, a Atropina, o uso de seringas preenchidas foi modelado para render uma economia líquida no orçamento de um ano de U$5.76 milhões. Eles concluíram que, embora a PFS fosse inicialmente mais cara, o seu uso resultaria em uma economia significativa no orçamento – tanto em relação aos erros médicos quanto ao desperdício de medicamentos.14 Conforme os hospitais começarem a calcular as economias potenciais que as PFS podem gerar, eles buscarão os fabricantes de medicamentos que oferecem essas embalagens primárias convenientes quando estiverem prontos para fazer uma aquisição.

A preparação com a ampola levou aproximadamente 100 segundos a mais do que com a seringa preenchida (PFS) (260 X 157 segundos).11

 

As seringas preenchidas superam os frascos em durabilidade e capacidade de enchimento

 

Por fim, existem problemas compartilhados entre os fabricantes de medicamentos e seus clientes. No passado, diversos recolhimentos de produtos foram conectados aos frascos, causados por falhas inerentes ao processo de manufatura dos mesmos.15 Frascos de vidro podem delaminar e fazer com que as partículas de vidro apareçam, reduzindo a durabilidade do vidro e contaminando o medicamento.16 Esses recolhimentos são caros e inconvenientes tanto para os fabricantes dos medicamentos quanto para os seus clientes.

O processo de produção das seringas preenchidas (PFS) é diferente daquele dos frascos e resulta em uma maior durabilidade do vidro. De fato, a PFS tem um desempenho superior ao dos frascos de vidro na maioria das condições dos testes e tem desempenho equivalente em outras.16 Um desses importantes testes adicionais avalia a lixiviação química, fenômeno que pode alterar a composição e qualidade do medicamento. Constatou-se que a superfície interna da seringa preenchida (PFS) possui uma menor lixiviação química que os frascos de vidro.17 Outro custo mútuo para os clientes e fornecedores é o overfill de medicamentos nos frascos, necessária uma vez que é impossível retirar 100% da dose de um frasco. Ou o custo do overfill é absorvido pelo fabricante dos medicamentos ou é repassado aos seus clientes. A troca para a PFS como embalagem primária não apenas proporciona um pacote mais robusto, mas elimina também a necessidade de overfill na embalagem.

As seringas preenchidas são uma solução única para diversos desafios

A seleção da embalagem primária apropriada para a apresentação de um medicamento é uma decisão importante, que pode impactar diretamente os clientes. Conforme o setor da saúde focar mais na segurança, ele buscará maneiras de reduzir os eventos adversos a medicamentos (EAMs) e os acidentes com perfurocortantes. Quando os hospitais procurarem reduzir os gastos, eles focarão nas ineficiências no fluxo de trabalho e no desperdício de produtos. Para continuar a oferecer o melhor tratamento, eles buscarão dispositivos robustos, com pouca probabilidade de sofrer recolhimentos. As seringas preenchidas comprovaram a capacidade de suprir todas essas necessidades (Figura 4), e atualmente estão disponíveis em diversos formatos, tanto em vidro de alta resistência quanto em plástico. As empresas de medicamentos têm muitas opções para atender as necessidades dos hospitais de tratamento intensivo e dos centros de assistência.

Embora as seringas preenchidas possam ser mais caras inícialmente, no quadro geral os custos associados aos frascos os tornam mais caros.

 

Para dúvidas ou comentários, entre em contato através:

https://go.bd.com/seringaspreenchiveisbd-faleconosco.html

Referências

  1. Errors in the administration of intra- venous medications in hospital and the role of correct procedures and nurse experience [Erros na administração de medicações intravenosas no hospital e o papel dos procedimentos corretos e da experiência da enfermagem]. Westbrook, JI. 2011, BMJ Qual Saf, pp. 1027- 1034.
  2. HHS, US Medication Errors and Adverse Drug Events [Erros de Medicação e Eventos Adversos a Medicamentos]. 2019.
  3. National Burden of Preventable Adverse Drug Events Associated with Inpatient Injectable Medications: Healthcare and Medical Professional Liability Costs [O Ônus Nacional dos Eventos Adversos a Medicamentos Associados a Medicações Injetáveis para Pacientes Internados: Custos da Responsabilidade Profissional Médica e para a Saúde] Lahue, BJ. et al. 2012, Amer Health & Drug Benefits, pp. 413-422.
  4. Microbiological Contamination of Drugs during Their Administration for Anesthesia in the Operating Room [Contaminação Microbiológica dos Medicamentos Durante a Administração para a Anestesia no Centro Cirúrgico]. Gargiulo, DA, et al. 2016, Anesthesiology, pp. 785-794.
  5. The silence of the unblown whistle: the Nevada hepatitis C public health crisis [O silêncio da denúncia não feita: a crise na saúde pública com a Hepatite C em Nevada]. Leary, E. and Diers, D., 2013. The Yale journal of biology and medicine, 86(1), p.79.
  6. Kant en klare steriliseerbare spuiten. Larmené- Beld, Karin. s.l. : Isala, Symposium NVKFAZ.
  7. One needle, one syringe, only one time? A survey of physician and nurse knowledge, attitudes, and practices around injection safety [Uma agulha, uma seringa, uma vez só? Uma pesquisa sobre o conhecimento de médicos e enfermeiros, atitudes e práticas ligadas à segurança da injeção]. Kossover- Smith, RA. 2017, AJIC, pp. 1018–
  8. An observational study to evaluate the efficiency and safety of ioversol prefilled syringes compared with ioversol bottles in contrast-enhanced examinations [Um estudo observacional para avaliar a eficiência e segurança das seringas preenchidas com ioversol comparadas às garrafas de ioversol nos exames com realce com contraste de imagens]. Vogl, TJ, Wessling, J and Buerke, B. 2012, Acta Radiologica, pp. 914-920.
  9. Color-Coded Prefilled Medication Syringes Decrease Time to Delivery and Dosing Error in Simulated Emergency Department Pediatric Resuscitations [Seringas Preenchidas com Códigos de Cor Reduzem o Tempo de Administração e os Erros de Dosagem nas Ressuscitações Pediátricas Simuladas no Pronto-Socorro]. Moreira, ME. 2015, Ann Emerg Med, pp. 97-106.
  10. The nurse’s medication day [O dia de medicação da enfermagem]. Jennings, BM, et al. 2011, Qual Health Res, pp. 1441-1451
  11. Errors during the preparation of drug infusions: a randomized controlled trial [Erros durante a preparação de infusões com medicamentos: um ensaio randomizado controlado]. Adapa, RM. 2012, Br J Anesth, pp. 729-734.
  12. Preventable drug waste among anesthesia providers: opportunities for efficiency [Desperdício evitável de medicamentos entre os provedores de anestesias: oportunidades de eficiência]. Atcheson, CL, et al. 2016, J Clin Anesth, pp. 24-32.
  13. Use of ephedrine prefilled syringes reduces anesthesia costs [O uso de seringas preenchidas com efedrina reduz os custos da anestesia]. Bellefleur, 2009, Annales francaises d’anesthesie et de reanimation, pp. 211- 214.
  14. Ready-to-use prefilled syringes of atropine for anesthesia care in French hospitals – a budget impact analysis [Seringas preenchidas com atropina prontas para o uso para anestesia nos hospitais franceses – uma análise do impacto no orçamento]. Benhamou, Dan. 2017, Anesthesia Critical Care & Pain Medicine, pp. 115-121.
  15. Delamination propensity of pharmaceutical glass containers by accelerated testing with different extraction media [A propensão à delaminação das embalagens farmacêuticas de vidro por testes acelerados com diferentes meios de extração]. Guadagnino, E and Zuccato, D. 2012, PDA J PharmSciTech, 116-125.
  16. Glass delamination: a comparison of the inner surface performance of vials and prefilled syringes [A delaminação do vidro: uma comparação do desempenho da superfície interna dos frascos e seringas preenchidas]. Zhao, , et al. 2014, AAPS Pharm Sci Tech, pp. 1398-1409.
  17. Extractables and leachables considerations for prefilled syringes [Considerações sobre extraíveis e lixiviáveis para as seringas preenchidas]. Jenke, 2014, Expert Opin Drug Delivery, pp. 1591-1600.

Biografia

Alfred Harvey

Iniciou a sua carreira na BD em 2001 como Assistente de Pesquisas trabalhando em P&D em estágio inicial. Com foco inicial na melhoria dos sistemas de administração parenteral, ele passou a assumir cargos de maior responsabilidade e a gerenciar os times de dispositivos em diversas áreas, como oncologia, diabetes, artrite reumatoide e terapias IV. A cada estágio, ele exerceu maior influência com a sua formação em Economia da Saúde e impulsionou iniciativas para agregar maior valor ao cliente e melhorar os desfechos para os pacientes. Em 2017, ele assumiu o atual cargo de Diretor Adjunto de Economia da Saúde e Diretor de Desfechos da divisão Médica de Sistemas Farmacêuticos da BD, onde ajuda a liderar o foco estratégico em sistemas de segurança, autoadministração e preenchidos. Ele fez o MBA na Stetson University e o Mestrado em Desfechos e Políticas em Farmácia-Farmacêuticos na Universidade da Flórida.

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