Veja 9 questões sobre o Plano nacional de vacinação contra a Covid-19

Governo apresentou proposta ao Supremo Tribunal Federal em resposta a questionamento da Corte. Veja o que prevê o Plano nacional vacinação contra a Covid-19

O governo enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o plano nacional de vacinação contra a Covid-19. O documento se tornou público no sábado (12) e deve, portanto, ser apresentado para a população nesta semana.

Veja os principais pontos:

1.Quando começa a vacinação?

O plano nacional não apresenta uma data específica, mas diz que haverá, porttanto, vacinação de grupos prioritários no primeiro semestre de 2021.

2. Por que não tem data?

O Ministério da Saúde informou, contudo, que a definição de uma data para iniciar a vacinação depende de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o registro das vacinas.

No entanto, até o momento, nenhuma empresa, nem mesmo as que estão em fases finais de testes, pediu registro à agência.

3. Quais são os grupos que deverão ser vacinados primeiro?

De acordo com o documento, as primeiras pessoas, então, a ser vacinadas contra a Covid-19 fazem parte de grupos prioritários, considerados mais vulneráveis ou mais expostos à doença.

Dessa maneira, os grupos foram divididos em fases:

Primeira fase

5.886.718 trabalhadores da área de Saúde; 4.266.553 pessoas a partir de 80 anos; 3.480.532 pessoas de 75 a 79 anos; 98.249 pessoas de 60 anos ou mais que vivam em instituições como asilos e, por fim, 410.348 indígenas.

Na primeira fase, considerando uma perda de 5% na manipulação do produto, são estimadas, assim, 29.909.040 de doses. Cada pessoa tomará duas doses.

Segunda fase

5.174.382 pessoas de 70 a 74 anos; 7.081.676 pessoas de 65 a 69 anos; e, por fim, 9.091.902 pessoas de 60 a 64 anos.

Na segunda fase, considerando a perda de 5%, são estimadas, assim, 44.830.716 de doses.

Terceira fase

12.661.921 pessoas com comorbidades.

Número de doses estimadas, considerando, dessa maneira, a perda: 26.590.034.

Quarta fase

2.344.373 professores, do nível básico ao superior; 850.496 profissionais de forças de segurança e salvamento; e, por fim,144.451 funcionários do sistema prisional.

A estimativa de doses a ser usadas na quarta fase é, então, de 7.012.572 .

4. Quantas pessoas devem ser vacinadas nas primeiras 4 fases?

Estimativa do governo é vacinar 51 milhões de pessoas inicialmente.

5. Quando as outras pessoas deverão ser vacinadas?

O plano diz que, após as pessoas consideradas de grupos prioritários, as demais poderão ser vacinadas.

6. As primeiras 4 fases vão aplicar vacinas de quais laboratórios?

Para as 4 primeiras fases, o governo planeja, então, usar doses da vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

O governo tem acordo para receber 100, 4 milhões de doses dessa vacina até julho de 2021.

7. O plano considera o uso de outras vacinas ?

O documento cita que o Brasil também tem acordo para aquisição de 42,5 milhões de doses do consórcio Covax, coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Covax, portanto, a OMS disponibiliza vacinas à medida que forem aprovadas para uso, independente do laboratório desenvolvedor.

O governo também afirmou que o Brasil já está em negociação para obter 70 milhões de doses da vacina da Pfizer.

O plano lembra que o governo tem orçamento reservado para a compra de outras vacinas em fases de testes e cita 13 delas como “candidatas”, como a CoronaVac, do laboratório Sinovac, que será produzida pelo Instituto Butantan.

8. Quantas doses de vacina o Brasil terá em 2021?

O governo estima que inicialmente o país contará com 300 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 ao longo de 2021:

100, 4 milhões do acordo com a AstraZeneca160 milhões produzidas pela Fiocruz (parceira da AstraZeneca), a ser disponibilizadas no segundo semestre 42, 5 milhões da Covax.

Além disso, o governo ressalta, ainda, que outras vacinas poderão ser compradas ao longo do ano, a depender de autorizações da Anvisa.

9. Como as doses serão enviadas para as diversas regiões do país?

O eixo de logística do plano trata de recebimento, armazenamento, envio e distribuição de insumos para vacinação.

De acordo com o Ministério da Saúde, a logística é feita por uma empresa terceirizada.

Todavia, o governo dispõe de um de complexo central em Guarulhos (SP), ao lado do aeroporto da cidade paulista. A estrutura ainda conta ainda com outras três sedes (Brasília, Recife e Rio de Janeiro).

O ministério informou que conta com uma frota de 150 veículos “refrigerados”.

Por consequência, o plano cita também, a entrega de insumos por rodovia para: Santa Catarina, Espirito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Minas Gerais e demais estados em um raio de 1.400 km.

Também há previsão de envio por avião para pontos distribuição, de onde o material seguirá por rodovia. No entanto, no Nordeste, Recife receberá o material levado por aviões.

No Norte, o governo também tem acordos com as companhias aéreas Azul e Latam, além de companhias de aviões cargueiros particulares, com entregas em Manaus, de onde segue para Rio Branco, Porto Velho e Boa Vista. Também será enviado insumo por avião para Belém, seguindo até Macapá.

Instituto Butantan adia envio de resultados da CoronaVac à Anvisa 

Fonte: G1

Foto:  Shutterstock

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