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Roche anuncia medicina personalizada como alternativa de cura para o câncer

Tratamentos personalizados com drogas combinadas e teste genéticos em tumores são os caminhos que já começaram a ser estudados pela farmacêutica

A Roche realizou durante os últimos três dias (02, 03 e 04), o Roche Press Day, que reuniu cerca de cem jornalistas de toda a América Latina, na capital paulista, para apresentar seus projetos de inovação na área de oncologia e debater com diversos players do mercado o futuro da cura para o câncer.

O diretor médico da Roche, Lênio Alvarenga, ressaltou a importância da iniciativa como um espaço de diálogo para discutir as necessidades mais urgentes da América Latina, a fim de se encontrar soluções. Segundo o executivo, a medicina personalizada está transformando o tratamento do câncer e esse foi o principal foco das apresentações. Outro destaque ficou por conta da reunião de informações que se precisa ter do paciente e de seu tumor, por isso, cada vez mais o Big Data tem se configurado como ferramenta essencial de pesquisa e tratamento.

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“Ter o paciente como foco requer que se trabalhe em equipe: quem solicita os exames, quem faz a coleta, etc., precisa estar reunido numa ação multidisciplinar”. Alvarenga lembra que o que se quer obter em todos os estudos é: qual o ganho que determinado tratamento apresenta versus efeitos colaterais. “É preciso dar o direito ao paciente de se tratar, sem esbarrar em obstáculos técnicos. Ele precisa saber que existem possibilidades e que elas estão sendo avaliadas. Antes uma droga que era usada sozinha para atacar um tipo de tumor, hoje ela pode ser utilizada em conjunto com uma outra e ser muito mais eficaz e isso tudo pode ser mais assertivo com os resultados dos testes genéticos feito nos tumores, que resultam no comportamento e evolução ou remissão do mesmo.”

O economista da universidade de Antioquia, Jairo Restrero, ressalta que se houvesse uma fórmula disponível para se viver mais e melhor, todo mundo compraria, já que esse é o grande desejo da humanidade, mas infelizmente não podemos comprar a imortalidade. “Não adianta garantir a quantidade de vida, se não houver qualidade.” Segundo ele, a oncologia é uma das enfermidades mais caras em nível mundial, 600 milhões de pessoas morreram de câncer na América Latina no último ano e expectativa é de que aumente 32%, superando cinco milhões de novos casos até 2030.

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