Farmacovigilância: como o paciente pode contribuir para melhorar a segurança dos medicamentos

Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado hoje, reforça compromisso e responsabilidade com monitoramento da eficácia dos medicamentos

Diariamente, os medicamentos salvam a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Porém, para que proporcionem o efeito terapêutico desejado, precisam ser usados da forma correta.

E o que você, paciente, tem a ver com isso?

Todas as pessoas – pacientes, cuidadores e profissionais de saúde – têm papel relevante quando o assunto é o uso adequado e a segurança dos medicamentos.

Além de seguir corretamente a prescrição médica e as orientações da bula, os pacientes devem comunicar à empresa fabricante e/ou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) qualquer evento adverso observado durante o tratamento e eventuais desvios de qualidade no produto, como alterações de cor, odor, sabor e consistência.

A farmacovigilância acompanha o uso dos medicamentos com o objetivo de prevenir e minimizar eventuais riscos à saúde dos pacientes.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a farmacovigilância inclui “atividades relativas à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de eventos adversos ou quaisquer problemas relacionados ao uso de medicamentos”.

Evento adverso

Qualquer reação desagradável durante o tratamento com algum medicamento, que pode representar danos não intencionais à saúde, é considerada um evento adverso.

Inclui desde coceira no local de aplicação de uma pomada até alterações de humor, prisão de ventre ou dor de cabeça observados após a ingestão de um comprimido.

Essas situações inesperadas, bem como a falta de eficácia terapêutica, intoxicação por erros de dosagem ou desvios de qualidade, devem ser comunicados para as autoridades sanitárias e/ou os fabricantes.

Todas as notificações são analisadas.
E, dependendo da gravidade e da frequência, podem, portanto, gerar medidas de minimização de risco como alterações na bula, por exemplo.
Portanto,a  farmacovigilância foi criada para garantir o bom uso, a segurança e a eficácia dos medicamentos, fatores que são comprovados nos estudos clínicos.

Quanto mais informações disponíveis sobre a segurança e a eficácia dos medicamentos ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Sobretudo, então, após o início da comercialização, maior a possibilidade de manter atualizado o conhecimento, então, sobre o perfil de segurança dos produtos disponibilizados no mercado.

A saber, foi a partir dos relatos de farmacovigilância, por exemplo, que as autoridades sanitárias definiram, então, quais vacinas seriam usadas pelas gestantes e incluíram reações como diarreia e sonolência nas bulas dos imunizantes.

“Estar atento ao nosso estado de saúde e relatar qualquer efeito indesejável devido ao uso medicamentos ou à aplicação vacinas é responsabilidade de cada um de nós e contribui com a segurança e a saúde de todos, ressalta a Gerente de Segurança do Paciente e Farmacovigilância da Boehringer Ingelheim do Brasil, Lara Rodrigues.

Dicas práticas   

  • Converse abertamente com seu(sua) médico(a) sobre os medicamentos que você usa.
  • Utilize apenas os medicamentos prescritos especificamente para você.
  • Não interrompa o tratamento sem acompanhamento ou orientação de um(a) profissional de saúde.
  • Utilize os medicamentos respeitando os horários, de acordo, então, com a recomendação do seu(sua) médico(a).
  • Guarde o medicamento corretamente, conforme as orientações em bula.
  • Evite a automedicação, que pode aumentar o risco de intoxicação.

Qual a importância da farmacovigilância para a saúde da população?

Fonte: Boehringer Ingelheim 

Foto: Shutterstock

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