Covid-19: os riscos de não tomar a segunda dose da vacina

Mais de 1,5 milhão de brasileiros não completaram o esquema vacinal contra o coronavírus e correm risco de ficar sem a proteção adequada

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), São Paulo é o estado com o pior índice, com mais de 343 mil atrasados. Na sequência, aparecem Bahia (148 mil) e Rio de Janeiro (143 mil).

Queiroga disse também que pretende reforçar as campanhas para que todos completem o esquema vacinal. Para isso, vai contar com o apoio do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

A informação do ministro foi complementada pela coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fantinato.

A especialista pediu que todos aqueles que tomaram a primeira dose e já esperaram o intervalo mínimo necessário retornem, então, até o local de vacinação mais próximo para completar o esquema preconizado.

Esse intervalo, vale reforçar, varia de acordo com o imunizante aplicado. No caso da CoronaVac, da Sinovac e Instituto Butantan, o tempo entre a primeira e a segunda dose é de 14 a 28 dias.

Já na AZD1222, de AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz, o período de espera é de 3 meses.

Mas quais são os riscos que esses 1,5 milhão de brasileiros estão correndo ao não tomarem a segunda dose?

Resguardo duvidoso

A maioria das vacinas contra a Covid-19 testadas e já aprovadas necessitam de duas doses para conferir uma taxa de proteção aceitável.

Isso vale para os produtos desenvolvidos por Pfizer, Moderna, Instituto Gamaleya e os dois que são usados atualmente na campanha brasileira.

Por enquanto, a única exceção da lista é o imunizante de Johnson e Johnson, que já fornece uma boa resposta com a aplicação de apenas uma dose.

Eficácia

Esses esquemas vacinais foram avaliados e definidos nos estudos clínicos das vacinas.

Eles envolveram dezenas de milhares de voluntários e serviram para determinar a segurança e a eficácia das candidatas.

Portanto, se alguém tomar apenas a primeira dose de CoronaVac ou AZD1222 e se esquecer da segunda, não estará devidamente protegido.

Por mais que a primeira dose já dê um pouco de proteção, essa taxa não, estão, está dentro dos parâmetros estabelecidos pelos especialistas.

E também pelas instituições que definem as regras do setor, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o MS, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Portanto, ele pode até achar, de forma absolutamente equivocada, que já está imune ao coronavírus e seguir a vida normalmente, sem os cuidados básicos contra a Covid-19.

As recomendações, porém, continuam as mesmas para quem recebeu duas, uma ou nenhuma dose de vacina:

Todos precisam manter distanciamento físico, usar máscaras, lavar as mãos e cuidar da circulação de ar nos ambientes.

 E quem não tomou a segunda dose da vacina?

Ainda não se sabe ao certo como fica a situação de quem não completou as duas doses:

Esses indivíduos precisam recomeçar o esquema vacinal do zero ou podem tomar a segunda a qualquer momento?

Isso vai depender do tempo de atraso, especulam os especialistas.

“Se o prazo para receber a segunda dose passou demais, pode ser necessário recomeçar o regime vacinal, pois todos os dados de eficácia que temos são baseados num protocolo”“, diz a imunologista e professora titular da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Cristina Bonorino.

Num cenário de escassez de vacinas, isso pode comprometer ainda mais nossos estoques e deixar na mão um monte de gente que ainda precisa se imunizar.

Vale, então, seguir a recomendação do MS e visitar o posto de vacinação mais próximo de sua casa o quanto antes para completar a proteção contra a Covid-19.

Campanhas

Todavia, Bonorino, que também integra a Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), acredita que o governo deveria investir em campanhas de comunicação para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de seguir os protocolos de imunização do país.

E é importante lembrar que a primeira e a segunda dose devem ser do mesmo fabricante, sem nunca misturar os produtos: tem que começar e terminar com a CoronaVac ou com a AZD1222.

De acordo com as últimas informações do MS, até o momento o Brasil vacinou um total de 27 milhões de pessoas contra a Covid-19.

O número corresponde, então, a pouco mais de 12% da população do país.

Fonte: G1

Foto: Shutterstock

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