Proteção contra o ar seco

Escassez de chuvas no País faz com que produtos, como inaladores e umidificadores, sejam cada vez mais necessários no dia a dia dos brasileiros

Os usuários de inaladores podem contar com três versões de produtos no mercado. Entre elas, está o aparelho de ar comprimido (compressores), opção mecânica e que produz um pequeno ruído durante o uso. 

Também há o inalador ultrassônico, que é a versão eletrônica desses equipamentos e totalmente silenciosa. Por fim, existe o inalador com rede vibratória. “Esse é um inalador que quebra as partículas por meio de vibração. Isso resulta em um produto silencioso, potente e eficaz. Além disso, permite mais tipos de medicamentos que os inaladores ultrassônicos”, explica o diretor operacional da Omron Healthcare do Brasil, Wanderley Cunha.

E para cada uma dessas opções, o consumidor já pode contar com diversas versões, que são portáteis e mostram-se eficazes e práticas durante o tratamento, atendendo à demanda dos consumidores. “Vemos que cada vez mais os clientes buscam inaladores portáteis, que sejam fáceis de manusear e com alta durabilidade. Com a correria do dia a dia, essas características começam a ser valorizadas, principalmente pelos pais que têm jornada dupla”, comenta Cunha. 

Apesar de toda a tecnologia embarcada nesses produtos, eles devem ser mais acessíveis ao consumidor, conforme comenta o gerente de marketing da Accumed-Glicomed, Pedro Henrique Abreu. “Há uma tendência para o barateamento desses equipamentos. Vê-se, ainda, uma maior saída dos modelos ultrassônicos, que são mais compactos e, principalmente, por não causarem ruído no funcionamento”, afirma. 

Além de pequenos e leves (existem modelos que não chegam a pesar 100 gramas), já se veem modelos com apelo lúdico, como é o caso do Inalafante (da NS Inaladores, recentemente adquirida pela Omron), que traz formato de elefante; de fácil carregamento, possuindo até adaptadores para carros; e que trazem comodidade para os usuários, já que alguns podem ser utilizados até mesmo com o usuário deitado. 

Para o canal farma, vale a pena investir na categoria, já que esses estabelecimentos representam entre 40% e 80% das vendas (a porcentagem varia de acordo com o fabricante).

Em períodos de tempo seco, outros produtos que passam a se destacar no ponto de venda (PDV) são os umidificadores de ar. Além de umidificarem o ambiente, esses equipamentos também são capazes de melhorar a qualidade de vida de pessoas que têm problemas respiratórios ou de origem alérgica, como rinites ou sinusites. 

“Os umidificadores são produtos já consolidados em sua tecnologia, e trazem como principais novidades a adição de função ionizadora, filtros ou sistema de timer de desligamento automático”, comenta Abreu. 

Também já estão disponíveis no mercado algumas versões capazes de perfumar o ambiente. O lançamento da IBBL é um 

exemplo, nele, o aroma é disperso em forma de névoa, que umidifica, perfuma e elimina qualquer tipo de odor, deixando o ar mais agradável. Além disso, no compartimento, pode ser colocado óleo essencial aromatizante para aromaterapia. “O produto pode ser considerado três em um, pois umidifica, decora e perfuma”, ressalta a gerente de marketing e produto da IBBL, Priscila Pinha. 

As farmácias representam, em média, 25% das vendas desses umidificadores. 

Lucratividade e giro

• Os lucros, tanto com inaladores quanto com umidificadores, podem ser bastante atrativos. 

• As grandes redes trabalham com, em média, de 30% a 35% de margem.

• O giro para os inaladores costuma ser alto, especialmente durante as épocas mais frias do ano. 

• A incidência de doenças respiratórias ocorre o ano todo, assim,  esses produtos já deixaram de ser sazonais para ter um volume de vendas uniforme durante o ano, com um leve pico durante o inverno

• Já os umidificadores são bastante dependentes das condições climáticas. 

Fontes: Accumed-Glicomed 

 

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Modelo de exposição

• O ideal é manter os produtos mais à vista possível. O tíquete médio é alto, por isso, eles devem estar expostos nas pontas de gôndolas ou no balcão, na altura exata do campo de visão. 

• A exposição em espaços onde há maior fluxo de clientes, como próximo ao caixa ou balcão de atendimento também é bem-vinda.

• No ponto natural, a sugestão é que fiquem dentro de uma categoria de equipamentos para diagnóstico.

• Um equívoco é alocar esses equipamentos, sejam eles inaladores ou umidificadores, fora do alcance do cliente, dentro de balcões. 

• A interação também se mostra importante para essas categorias. A exposição deve ser visível ao consumidor, ao seu alcance, permitindo que manuseie a embalagem e veja as características do produto. São itens que, se possível, devem contar com uma unidade em exposição.

• Para gerar vendas por impulsos, uma boa opção seria associar a venda de inaladores com outros itens complementares, como termômetros ou soro fisiológico.

Fontes: Accumed-Glicomed e Omron

Árvore de decisão

Normalmente, os inaladores são adquiridos pela necessidade emergencial, mas a decisão pode variar de acordo com o estilo de vida. “Aqueles que têm pouco tempo ou trabalham em casa, preferem um produto silencioso, ou um que aceite qualquer tipo de medicamento. Por meio das necessidades é que se chega ao produto ideal.


Ações complementares

Para garantir boas vendas, é importante oferecer um bom atendimento, esclarecendo dúvidas. “Os consumidores buscam as informações claras e corretas por parte do balconista. Normalmente, essa compra parte de uma emergência, portanto, a maioria das informações é fornecida por esses profissionais. Assim, é essencial conhecer a diferença entre cada um dos modelos e entender a necessidade do consumidor e qual a ocasião de uso”, pontua Cunha. 

Abreu acredita no poder das informações e também do sortimento para essa categoria. “Conhecimento de produtos por parte dos balconistas e opções para poderem tomar a decisão baseados em suas necessidades são ações que as farmácias podem promover para incrementar os negócios”, destaca.

Sortimento ideal

Para atender bem à demanda e às necessidades dos usuários de inaladores, o ideal é oferecer, no mínimo, um modelo de cada versão (compressor, ultrassônico e rede vibratória). Para os umidificadores, é importante oferecer tanto as versões maiores quanto as mais reduzidas. 

“Aconselho quatro unidades de cada tipo de nebulizador e dois tamanhos de umidificadores”, resume Abreu.

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