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Levantamento do CRF/RS aponta os antimicrobianos como a principal classe terapêutica em falta nas farmácias

Amoxicilina e azitromicina, pertencentes à classe dos antimicrobianos, estão entre os principais medicamentos em escassez

Devido aos inúmeros relatos de profissionai farmacêuticos(as) indicando um provável desabastecimento de medicamentos no Rio Grande do Sul, o Conselho Regional de Farmácia do RS (CRF-RS) realizou um levantamento, através de um questionário em suas redes sociais, para compreender este cenário e como ele estaria afetando o nosso Estado.

Após três semanas, o levantamento mostrou que 100% dos farmacêuticos(as) que responderam ao questionário estão enfrentando dificuldades na aquisição de alguns medicamentos.

A maioria atua em farmácias e drogarias do setor privado, estes representando cerca de 76% dos estabelecimentos afetados, seguido das farmácias públicas (13,2%) e hospitalares (9%).

De acordo, então, com o levantamento, os principais medicamentos em falta nas farmácias são amoxicilina (96,3%), cloridrato de ambroxol (79,4%), azitromicina (75,8%), cloridrato de bromexina (73,8%) e dexclorfeniramina (71,8%).

Além disso, os antimicrobianos foram apontados por 96,3% dos farmacêuticos(as) como a classe terapêutica com maior escassez nas farmácias.

Na sequência, estão os anti-histamínicos (63,5%), os analgésicos (52,1%), anti-inflamatórios (44,9%), soros fisiológicos (26,3%) e anestésicos (9,6%).

O questionário revelou ainda que a situação da falta de medicamentos no RS gerou danos diretos a muitos pacientes, obrigando vários estabelecimentos a adotarem planos de ação para contornar o problema.

Entre os diversos fatores que desencadeiam este panorama, como a pandemia e, mais recentemente, a guerra na Ucrânia — acarretando em falta de insumos, embalagens, dificuldades de logística para o transporte desses fármacos, falha no fornecimento, preço alto e consequentemente aumento na demanda — a presidente do Conselho, Letícia Raupp.

Raupp destaca, também, que a falta de uma política que mantenha os laboratórios públicos em funcionamento e produzindo os medicamentos estratégicos para o país contribui para esta situação, provocando, inclusive, a falta dos medicamentos mais básicos para a população.

Fonte: CRF-RS

Foto: Shutterstock

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