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Desodorantes: proteção e frescor ao longo do dia

Desodorantes e antitranspirantes são essenciais na rotina do brasileiro. Mas a escolha não é tão simples quanto parece: odor, benefícios e gênero ajudam na decisão final

Ainda que o banho seja o primeiro passo para uma pessoa se sentir limpa, a sensação de frescor e bem-estar durante todo o dia depende diretamente de um produto: o desodorante. Para se ter noção de sua importância, de acordo com uma pesquisa realizada pela Mintel, 83% dos consumidores brasileiros compraram desodorantes nos últimos 12 meses.

Além disso, de acordo com o Panorama do Setor 2019, realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o mercado brasileiro de desodorantes é o segundo maior do mundo.

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Disponíveis em diferentes formulações e formatos, os produtos abrangem todo o tipo de público das farmácias, que busca variações desde os itens para mulheres ou homens até aqueles que têm o seu cheirinho preferido ou ação especial.

Dicas de exposição

Os desodorantes ocupam bom espaço nas gôndolas e muitas marcas disputam a atenção e a cesta dos consumidores. Por parte da indústria, trazer informações relevantes na área frontal dos produtos é um fator que ajuda na escolha. Visualmente, design e cores também estimulam os consumidores, mas aspectos, como confiança na marca e gostar das fragrâncias, ainda são muito relevantes na decisão da compra.

No ponto de venda (PDV), é necessário seguir dicas como:

  • Itens com maior valor agregado nas prateleiras mais altas (altura dos olhos dos shoppers).
  • Separar e organizar a gôndola por gênero (masculino e feminino).
  • Dentro de cada gênero, respeitar e organizar por aplicador (aerossol, roll-on, stick) para facilitar a escolha do shopper.

Fontes: gerente de marketing de Giovanna Baby, Glaucia Felicia; e gerente de marketing da Unilever, Andreza Graner

Mas as farmácias ainda podem crescer, e muito, o seu potencial de vendas na categoria. De acordo com a gerente de marketing de Giovanna Baby, Glaucia Felicia, o canal farma representa entre 30% a 40% da venda total de desodorantes, dependendo da estratégia de canal seguida pelas marcas.

“Atualmente, muitos consumidores já não vão à farmácia apenas para comprar medicamentos. Cresce a credibilidade dos clientes para comprar cosméticos, dermocosméticos, maquiagem, enfim, desde itens mais caros aos mais rotineiros, em farmácias e drogarias. A presença de marcas consagradas nesses segmentos também torna o canal atrativo. Acredito que naturalmente o canal farma vai crescer e tornar-se uma opção cada vez mais viável para uma cesta com mais produtos e, consequentemente, de maior tíquete médio”, observa ela.

Para isso, é preciso que o varejo entenda, primeiro, quais são as principais diferenças de cada item e como trabalhá-los corretamente. De acordo com a gerente de marketing da Unilever, Andreza Graner, os antitranspirantes e desodorantes protegem contra o mau odor, por controlarem a multiplicação de bactérias na região das axilas e, em sua maioria, contêm fragrâncias para desodorizar o corpo. O diferencial dos antitranspirantes é que eles contêm também ativos capazes de controlar a transpiração.

E, além do controle, os antitranspirantes perfumados também auxiliam no odor graças aos aromas de seus produtos. Assim, os antitranspirantes são produtos mais completos na questão de cuidados para transpiração e odor.

Benefícios especiais

Mas essa diferenciação não é a única na gôndola. Glaucia revela que alguns produtos específicos oferecem clareamento das axilas, enquanto outros dizem não manchar roupas brancas ou pretas. Porém, esse é um caso mais delicado, pois não é um fator que depende somente da formulação, mas também das fibras dos tecidos das roupas.

“Os benefícios mais explorados nos desodorantes são: proteção 48 horas, jato seco, proteção sem ressecar a pele (muitos têm agentes hidratantes em suas fórmulas) e não conter álcool”, complementa ela.

Há, ainda, os produtos sem perfume, pensados especialmente para quem não gosta da combinação do cheiro do desodorante com o do perfume. As formulações mais comuns combinam a eficácia por 48 horas sem agredir a pele e sem competir com o perfume.

Tempo de ação dos desodorantes

Para registrar os produtos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), são exigidos diversos testes, entre eles de eficácia, que comprovam os benefícios declarados, ou seja, os produtos precisam entregar esses resultados.

Os antitranspirantes vendidos atualmente são, em sua maioria, com proteção 48 horas. Há algum tempo, a indústria chegou a lançar itens com o benefício 72 horas de proteção, mas percebeu que o consumidor não aceitou o termo, sabendo da improvável condição de passar três dias sem se higienizar. Já o 48 horas foi acertado e o consumidor aceita e consome esse produto.

A versão 24 horas não é muito utilizada, pois o grau de proteção alcançado nas últimas formulações é maior.

Fonte: gerente de marketing de Giovanna Baby, Glaucia Felicia

Quem sofre com transpiração intensa também tem produtos específicos. Andressa cita a versão que oferece três vezes mais proteção em comparação aos antitranspirantes comuns. Nesse caso, foi possível por causa do desenvolvimento de uma tecnologia que forma uma blindagem contra o suor e o mau odor com duração de 96 horas.

Além disso, os consumidores podem se dividir entre diferentes formatos, sendo os mais comuns: aerossol, roll-on e stick – sendo uma escolha individual qual o mais indicado para cada um.

“Atualmente, muitos brasileiros optam pelo aerossol para seu tipo de desodorante, mas é muito importante manter o roll-on, pois alguns consumidores não se acostumaram com o outro formato. Os atendentes podem auxiliar os consumidores na escolha do desodorante, apresentando benefícios e diferenciais de cada variante, falando sobre a importância da fragrância para disfarçar o odor da transpiração e para alguns casos de necessidades específicas do consumidor”, resume a gerente de Giovanna Baby.

Hilab está permitido

Edição 321 - 2019-08-08 Hilab está permitido

Essa matéria faz parte da Edição 321 da Revista Guia da Farmácia.

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